Fiquem atentos....
Stay tuned...
sexta-feira, 20 de setembro de 2019
domingo, 26 de março de 2017
Contas, gelados e mergulhos| Summary, icecreams and a big splash
-->

Estar a ouvir
sempre qualquer coisa quando se está a trabalhar faz parte da vida de um
cientista, pelo menos da minha. Confessa, na tua também, certo? É acordar,
ligar o PC (uso Mac) e pôr qualquer som, pode ser para ouvir as notícias do que
se passa em Portugal (Antena 1 ) ou simplesmente música (Antena 3, BBC 1,...).
Dá companhia e, surpresa das surpresas, ajuda-me a concentrar na tarefa (mesmo
com o escritório cheio de estudantes e colegas). Também ouço muito os
campeonatos de surf em direto (Frederico Morais no World Tour e Vasco, Teresa,
Miguel, Zé e os restantes surfistas portugueses e europeus no Qualifying
Tour)...surpreendentemente, torna o dia muito mais produtivo. Na Nova Zelândia foi
assim. Regularmente vinham colegas ao lab. só para saber os últimos resultados
do surf (os Nova Zelandeses também têm surfistas nestes campeonatos).

Desde que fiz a mala, a 4 de Dezembro 2016,
para a expedição à Península Antártica (com o José Seco) e vir à Nova Zelândia
(passando 3 semanas em Portugal com um colega Russo, em Janeiro/inicio de
Fevereiro) até agora, foi sempre muito intensivo mas bom. Desde a chegada à
Nova Zelândia, a 10 de Fevereiro, deu para analisar todas as amostras do José
Queirós, que incluiu desde lulas fantásticas, otólitos (ossinhos que estão
junto ao cérebro, usados para manterem o seu equilibrio) de peixe e até
crustáceos que nunca tinha identificado.
E sim, descobrir que o José Q. tinha
trazido o polvo gigante do Antártico, com o interesse dos media da Nova
Zelândia, foi fantástico!!! O que também me alegrou nestas semanas foi
identificar que espécies de lulas e polvos continham as amostras da dieta dos
albatrozes das Ilhas Adams e Antípodes, dos anos 2002 e 2016. Estava particularmente
desejoso de descobrir se haveria diferenças entre anos (ou se comiam mais o
menos as mesmas espécies todos os anos) e de que modo pode estar relacionado
com a grande queda de sobrevivência que estes albatrozes têm estado a sofrer
nos últimos anos.
Estou a fazer a estatística agora (estavam a ver como a
matemática é importante para um cientista!?). As análises ascenderam aos 14 000
bicos! Fazendo as contas, um filhote de um albatroz da ilha Antípodes poderá
chegar a comer 2 lulas por dia durante 8 meses. Se as lulas possivelmente só
são 50% da dieta em peso (o restante é maioritariamente peixe), estavam a
imaginar como os filhotes destes albatrozes estão a ser bem tratados pelos seus
pais J Também
trabalhei com os meus colegas Nova Zelandeses numas amostras da dieta de
pinguins Rockhopper (que se reproduzem na Ilha de Campbell), em que mostrou que
estes pequenos pinguins (2-3 kg de peso) se alimentam bem junto ao fundo,
comendo polvos pequenos Octopus campbelli
e lulas (maiores) também junto ao junto.
O que achei interessante foi não
encontrar bicos de outra espécie de polvo (maior do que O. Campbelli) mas que é abundante também nessa região. Outro fato
interessante foi estes pequenos pinguins comerem também uma espécie de lulas M. hyadesi) que vive no meio da coluna
de água...resumindo: Nos dias em que apetece cefalópodes (o grupo que
compreende lulas e polvos), os nossos pinguins rockhopper exploram o redor da
ilha junto ao fundo para apanhar polvos pequenos e 1 lula que vive também junto
ao fundo e vai mais à coluna de água comer outra espécie de lulas (poderia
simplesmente explorar sempre o fundo, não?). Fica um beijinho ou um abraço de
Sidney já a caminho da neve em Coimbra (que já tiveram o prazer de me informar)
!!! Vou pôr uma músicinha para ajudar, pois ainda faltam 40 horas de viagem...
Hearing something
while working is surely something that is part of the life of a scientist, at
least for mine. You too, right? Wake up, turn on the computer and put something
on is the norm...it could be the news or a music channel. It helps me
concentrate on the tasks of the day (even with the office crowed with
colleauges and students). I also hear a loto f the surfing competitions (World
Surfing League)...surprensingly ti turns my day even more productive.
While in
the lab in New Zealand, regularly colleagues would pop in just to know the
results of the last “heat”. Since I made my suitcase, on the 4 December 2016
(to the Antarctic Expedition with José Seco) and coming to New Zealand (with 3
quick weeks in Portugal with a Russian colleague), has been always intensive
but good. Since arriving in Wellington, it was possible to analyse all the
samples of José Queirós that included amazing Antarctic squid , fish otoliths
(fish little bonés located clsoe to their brain, used for orientation) and even
crustaceans that I have never seen. And yes, to discover that José Q. brought a
giant Antarctic Octopod was also interesting! What also made me happy during
these weeks was to assess what the Antipodes and Adams Albatrosses feed and if
there were diferences between years...and if these differnces can be associated
with their decline. I am still doing the statistics (a note for young students:
maths, like most disciplines, is really important in the life of a scientist!).
This work lead to the analyses of more than 14 000 cephalopod beaks!!! Doing
the maths, a wandering albatross chick from Antipodes islands may eat 2 squid
per day for 8 months. If squid is likely to be only 50% of the diet by Mass
(the other half is likely to be mostly fish), we can certainly conclude that
these chicks have been well fed. I also worked on the diet of Rockhopper penguins
from Cambell Island, that showed that these small penguins (up to 2-3 kg) feed
mostly close to the bottom (on small octopods Octopus campbelli and 1 squid) but also in the water column on a
pelagic squid called Martialia hyadesi.
A kiss or a big hug from Sydney (Australia) on my way to snow in Coimbra (from
what I heard)!!! I am putting some music now to help me coping with such
news....only 40 hours of travelling to go....
domingo, 19 de março de 2017
A descer a montanha| Going down the mountain
Quanto temos um grande
desafio dizemos que “temos uma montanha pela frente!”. No meu caso, eu tinha um
caso bicudo. Tinha 40 amostras (20 de cada albatroz, Diomedea gibsoni e Diomedea
antipodensis) acabadas de chegar aqui ao instituto em Wellington, Nova
Zelândia. Nessa altura ainda não sabia que esta seria “a minha montanha”.
Com
pouco tempo disponível no laboratório, deu para compreender que tinha um
autêntico Everest à minha frente, pois estava a demorar muito tempo a analisar apenas
3-4 amostras por dia (a chegar ao lab. às 8.30 e sair às 6 da tarde, seguindo
às regras de segurança do instituto em relação ao uso dos laboratórios), com
cada amostras com 400 a 500 bicos de cefalópodes para analisar. Isso significa
limpar cada bico, separar entre os bicos de cima e os bicos de baixo (cada lula
ou polvo, possui um de cada), identificar e medir todos os bicos de baixo, além
de preservar amostras para estudos futuros. Com o tempo a reduzir-se significativamente antes
de regressar à Europa, a solução foi pedir ao instituto para poder trabalhar no
fim de semana.
Assim, nestas 2 últimas semanas não existiu a possibilidade de reduzir
de ritmo de trabalho...foi sempre “subir a montanha”. Felizmente durante esse
fim de semanas acabei as primeiras 20 amostras do albatroz Diomedea antipodensis, no entanto não saberia como seriam as
restantes 20 amostras da outra espécie.
Seriam tão complicadas com as primeiras? Para minha alegria, estas 20 últimas
amostras aparentemente continham um número muito mais reduzido de bicos...nessa
altura senti que estava “no topo da montanha a ver o horizonte!” Nos 2 dias
seguintes consegui terminar estas amostras, comparativamente com mais de 1
semana para as primeiras...estava literalmente no fim da “descida da montanha”!!!
Esta semana tive também de
concluir de identificar uns crustáceos com os colegas de cá da dieta do
bacalhau da Antártida do projeto de mestrado do José Queirós e passar 2 dias a
concluir muito do trabalho pendente (vocês sabem: muitos emails, artigos para
rever,...). Será sempre assim, perguntam
vocês, a trabalhar com pouco tempo para mais nada? Não. Existe tempo para
“aproveitar o passeio pela montanha”. Como sou otimista, este desafio também me
ajuda sempre a refletir das coisas boas que temos junto de nós. Desde que
cheguei, emprestaram-me uma bicicleta que tem feito a minha delicia todos os
dias para chegar ao instituto (e Wellington é uma cidade linda para passear).
Deu para rever e conhecer amigos de cá, incluindo Portugueses do melhor que
temos, para ir ao cinema, para explorar a cidade, para deliciar-me com os
gelados, churrascos com colegas, ir ver as ondas em Lyall Bay (ainda vi um surfista mas as ondas
estavam um pouco pequenas), tudo isto a tentar cuidar das saudades da família e
amigos por facebook, skype...concluindo: no meio do meu percurso “a subir a
montanha”, é sempre importante manter a alegria de fazer ciência, e
principalmente perceber o que nos estarmos felizes. Agora olho para trás e vejo
a montanha lá longe, com um sorriso...
When we have a
big challenge we think “we have a mountain in front of us!”. In my case, I had
a very complicated one. 40 samples (20 from each albatross, Diomedea gibsoni and Diomedea
antipodensis) recently arrived at the institute in Wellington, New Zealand
to be analysed by me. At that time I did not know that this would be “my mountain” to
clime. With little time available in the lab., it became obvious that I have
the “Everest” in front of me, as I was taking considerable more time that
expected to analyse 3-4 samples per day (arriving in the lab. at 8.30am and
leaving at 6pm, following NIWA laboratory regulations), with each containing up
to 400-500 beaks. For each sample, it is necessary to clean each beak, separate
upper from lower beaks (each squid or octopus has a 1 of each), identify and
measure all lower beaks and preserve all beaks for future studies. With time
getting shorter and shorter before returning back to Europe, the solution was
to request the institute to work during the weekend.
Therefore, in the last 2
weeks, there was no time to reduce the pace of work, working during the
weekend....I was literally “climing the mountain”. Happily, during that weekend
I finished the first 20 samples, however I did not know how much time would the
final 20 samples from D. gibsoni would
take. Would they be the same nightmare as before (i.e. another mountain?)? You
should have seen my face of happiness when I realized that these final samples
contained far less beaks ...at that time I felt I was “at the top of the
mountain looking at the lanscape and to the horizon!” . In the following two days
all samples were analised, far less than 7 days for the first 20 samples....I
was literally going “fast down the mountain”. This week I also had to conclude
some identifications of crustaceans with colleagues from NIWA from the diet of
Antarctic toothfish of the project of José Queirós and spent 2 days concluding
at the work on stand-by during this intensive part of this trip (catch up with
all emails, review papers,...). Is it always like this working hard, with
little time for anything else? No, there should be always time to “enjoy the
ride while climing the mountain”. As I am an optimist, this challenge also
helped me to reflect on the good things that we have around us. Since I
arrived, a colleague at NIWA borrowed me a bike that has made my day, everyday,
to go the institute (and Welington is a beautiful city to cycle). I managed
to see old friends, make new ones, including some lovely Portuguese friends, go to the
cinema, explore the city and surroundings, enjoy the icecreams, BBQ, check out
regularly the waves in Lyall Bay (still managed to see a surfer but the waves
have been small), all of this while trying to keep “saudades” from all the family and friends
happy via facebook, Skype ;) In a
nutshell: in the middle of my “climing of the mountain”, it is important to
keep that excitment and motivation that makes you wake up everyday ready for
another fun day at the lab, and most important, understand what me you happy.
Now I look back and see the mountain far away in a distance, getting smaller
and smaller...with a smile...
domingo, 12 de março de 2017
Ser cientista ao fim de semana| To be a weekend scientist
Como a ciência
não pára, ser cientista significa também trabalhar por vezes durante os fins de
semana...como este! Devido às
amostras de 2017 terem sido recolhidas em Janeiro, elas só me chegaram nesta
semana. Assim, com o tempo a ser cada vez mais reduzido até regressar, a opção
foi dedicar-me ao trabalho também neste fim de semana...sem problemas.
Como sou
otimista, analisei os pontos positivos desta questão, além de avançar
significativamente com a análise das minhas amostras. Enquanto trabalhei no
laboratório, deu para ouvir o relato do futebol do FC Porto e Sporting ao vivo!
É super engraçado, devido às 11 horas de diferença, que um jogo às 8 da noite
de Portugal corresponde às 9 da manhã do dia seguinte aqui na Nova Zelândia. Assim,
neste Sábado ouvi o FC Porto a jogar com o Arouca (que acabou com 4-0 para os
Portistas) e no Domingo ouvi o Sporting a jogar com o Tondela (4-1 para o
Sporting) ... Durante a semana também dá para ouvir o programa do José Candeias
(Antena 1) aos fins da tarde que ajuda a cuidar de quase todas as saudades de
Portugal e das suas bonitas gentes.
Na Antártida, o
trabalho de campo também não pára aos fins de semana, e trabalha-se todos os
dias, seja quando se está num cruzeiro cientifico ou numa estação cientifica. E
aqui na Nova Zelândia, a vida de cientista é igualmente intensa. Geralmente acordo todos os dias
às 6.30 da manhã para ver os emails. Como estou a dormir enquanto a Europa está
acordada (são as 11 horas de diferença), assim que abro o PC, sou inundado com
todos os emails de uma só vez, que variam entre os 40 e os 50 emails diários.
Assim, pretendo resolver todas as questões pendentes até às 7.30 de modo a
conseguir chegar ao instituto antes das 8.30. Depois do pequeno almoço, é pegar
na bicicleta e aproveitar a viagem até ao instituto (20-30 minutos). O tempo
voa no laboratório (quando se está a divertir é assim!) e estou lá até às 6 da tarde, com um pequeno período para o
almoço (basicamente com alguém ou à frente do PC, pois tem-se sempre assuntos a
resolver). Ainda vou ao escritório ao fim do dia verificar questões pendentes
de emails e colocar os dados obtidos no dia...às 20.30-21 horas, estou a
regressar a casa novamente de bicicleta (que sabe tão bem!). Jantar e trabalhar mais um pouco...e cama. Horas depois
começa tudo outra vez, tal como quando se está na Antártida! Neste fim de
semana continuou assim com este ritmo, apenas com a única diferença
que no Domingo, já não tenho tantos emails, pois já é Sábado na Europa...pois há que descansar...
As science does not wait, to be a scientist means
also working at weekends...like this one! Due to some of my 2017 samples were collected in January, they only arrived
this week. Therefore, with my time in NZ getting closer to returning to Europe,
the option was to work during this weekend...without any problems. As I am an
optimist, I also saw the positives out of this, beyond advancing with the
analyses of the samples. While in the lab, I was able to follow LIVE the
football in Europe!! It is truly funny listening to football when it is 9am (with
11 hours of difference, in Portugal/UK is 8pm of the previous day). As like in the Antarctic on fieldwork, the work here is as intensive. Here I wake
up at 6.30am everyday to check my emails. As I am sleeping while everyone is
Europe is awake, as soon as I turn my Personal Computer (PC) on, I get overwhelmed by 40-50 emails
daily. I do try to sort them out before 7.30am, so that I get time for
breakfast, get on the bike and go to the institute (20-30 minutes nice bike ride).
Time flies (when having fun!) in the lab. and I am there until 6pm, with only a brief interval for
lunch (usually with someone or in front of the PC, as there are always issues
to be solved). Still manage to got the office to check any unsolved issues,
check more emails and put the data in the PC...by 8.30pm-9pm, I am arriving at
home after another great bike ride. Dinner and work a big more....and go to bed. Hours later everything
starts again. During this weekend, the working schedule did not finish but wth
the plus that, on Sunday there was not many emails, as it is Saturday in Europe...as everyone needs to rest...
sábado, 4 de março de 2017
O que é raro| What´s rare, is precious
“Após tantos anos
de cientista, ainda não descobriste tudo?” Boa pergunta. Tem uma resposta
simples e humilde: Não. Interessante que esta pergunta é-me feita regularmente,
principalmente nas escolas. Vamos por partes. Ser biólogo marinho, alguém que
estuda o mar, exige ir à Antártida várias vezes...para recolher amostras (ou colegas as recolhem por mim). Mas tudo depende
da pergunta que se pretende responder. Por exemplo, para estudar o que os
pinguins rei na Geórgia do Sul comem, bastará ir uma vez. Mas imagina que
queres estudar o que eles comem em redor da Antártida, então terá de se ir
várias vezes. E para estudar se as suas dietas variam entre anos? E se
quisermos estudar a dieta das focas também? E dos albatrozes? Os anos vão
certamente acumulando, e serão cada vez mais...tudo dependendo da pergunta que
se deseja responder.
Neste exemplo, ao estudar a dieta dos pinguins, poderemos
também saber se come espécies que são capturadas também comercialmente por
barcos de pesca (como os peixes do gelo – Icefish), ou seja eles estão a
competir diretamente com as pescas. Ou alternativamente, os pinguins capturam espécies
que não existem pescas dirigidas a elas, como as lulas da Antártida. Elas são
extremamente raras e ainda hoje, são ainda literalmente desconhecidas....temos
lulas que ainda não as conhecemos e possuem nomes como A, B ou C....por
exemplo, na dieta dos albatrozes que estou a estudar nesta viagem à Nova
Zelândia, temos Moroteuthis sp. B
(Imber) ou Taonius sp. (Clarke).
Recentemente finalmente saiu um artigo em que classificou os bicos de lulas a
que eu chamava ?Mastigoteuthis A
(Clarke) como lula Asperoteuthis lui.
E ainda esta semana, estou a descobrir bicos de lulas e polvos
desconhecidos...exemplos de lições que eu não sei tudo continuam diariamente....
“After so many years of being a scientist, don´t you
know everything by now?” Good question. It has a simple and humbling answer:
no. Interesting that this question is done to me regularly, particularly in
schools. Funny enough, numerous children think that it is easy and that
knowledge is at a distance of a click of a computer. But in numerous occasions,
it is not easy. Answering by steps. Being marine biologist, someone that
studies the Ocean, I have to go the Antarctic to collect the material I need to
examine (we call them samples)...numerous times (unless colleagues collect the
samples for me).
Everything depends on the scientific question we are trying to
answer. For example, to study what king penguins from South Georgia eat, I
would just need to go once to the field. But imagine that I want to know what king penguins
all around the Antarctic eat ? I would have to go more times there. And to assess
differences between years? And compare with the diets of seals? And of
albatrosses? The fieldwork seasons to the Antarctic surely pile up. But everything depend on the
question you are trying to address.
In this example, studying the diet of
penguins, we could also ask if the prey species they are catching are the same
that local fisheries are catching (example, icefish), which tells us that both
might compete for icefish. Alternatively, penguins may catch prey naturally,
with no fisheries directed to them, such as Antarctic squid. Adult Antarctic pelagic squid are
extremely rare to catch and still today, some are still unknown to science. We still
have squid species that we call A, B or C...as examples, in the diet of the
albatrosses I am studying in this
research trip to New Zealand, I encountered Moroteuthis sp. B (Imber) and
Taonius sp. (Clarke). Recently there was a research article by colleagues (Heather Braid & friends) that finally
attributed the beaks of ?Mastigoteuthis A (Clarke) to the squid
Asperoteuthis lui. And still this week, I came across squid and octopod beaks
unknown to me....all of these are examples reminding me that we do not know everything occur
EVERYDAY ;)
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