domingo, 23 de março de 2014

Portugueses na TV | Portuguese people on TV



Ser cientista polar exige muitas vezes ter de ir recolher amostras nas regiões polares. Alternativamente pode estabeleçer colaborações com outros colegas que podem recolher essas amostras, e só ser necessário analisar essas amostras no laboratório. No meu caso, eu estou na Nova Zelândia onde trabalharei num dos institutos mais reconhecidos para analisar amostras da dieta de albatrozes que vivem em todo o Pacifico. 



Esta semana foi passada a ver MUITAS amostras e a relembrar os bicos das lulas mais complicadas. É incrível que mesmo com mais de 10 anos a identificar bicos de lulas da Antártida, ainda é preciso verificar tudo ao detalhe, ser muito exigente comigo próprio e nunca facilitar, o que realça a complexidade na identificação . Na verdade, esta metodologia de taxonomia é muito importante pois tenho de ter a certeza do que estou a identificar. Se tenho dúvidas sobre um bico, eticamente tenho a obrigação de o classificar com desconhecido (em vez de ficar tentado a classificá-lo a uma ou outra espécie que o bico seja parecido). Isto porque é fundamental saber exatamente (e corretamente)o que os albatrozes andaram a comer, e sermos capazes de produzir modelos matemáticos corretos sobre como funciona o Oceano Antártico. E nos primeiros dias não foi fácil, pois são muitas horas de diferença entre Portugal e Nova Zelândia (hoje falei às 9 da manhã com colegas de Portugal, onde era 8 da noite do dia anterior).



Como a Nova Zelândia fica do outro lado do mundo de Portugal, eu esperava que não receberia qualquer informação de Portugueses, ou até mesmo da Europa. Puro engano. As notícias da estação televisiva da Nova Zelândia pareçe-se muito com o nosso telejornal: começa com as notícias locais e nacionais, depois aborda os grandes assuntos internacionais (de momento, é o que se passa na Crimeia e o desparecimento de um avião das linhas áerias da Malásia), terminando com o desporto (sim, sei que a Irland ganhou as 6 nações de raguebi) e a metereologia (estive no meio de o ciclone Lusi há uma semana).



Mas ao estar no outro lado do mundo esperava não ouvir e ver Portugueses na TV. Desde que aqui estou já vi aqueles que já se esperava, refletindo a imagem do que Portugal é hoje no mundo. Adivinha quem são? Estou logicamente a falar de José Mourinho e de Cristiano Ronaldo, com assuntos relacionados com futebol. O terceiro foi uma surpresa: David Prescott apareceu na TV da Nova Zelândia a relatar um campeonato do mundo de surf. Como cientista Português, é tão bom reconhecer estas caras que me são familiares. Também é bom conheçer novas pessoas, novos colegas, estabeleçer novas colaborações….mas antes de tudo (e antes de sermos cientistas), somos seres humanos, com gostos, preferências, opiniões, que adoram o surf, que torçem pelo Mourinho, que vibram com um golo do Ronaldo, que ficam felizes por receber mais uma receita para fazer por email, e que possui os mesmos desafios diários como toda a gente… e ver Portugueses na TV faz-me certamente sentir-me um pouquinho mais perto de casa!



Being a marine scientist means going to the field regularly to collect samples. As an Antarctic scientist, going to the Antarctic is a MUST...except if you have colleagues that can collect the samples for you. That is exactly why I am in New Zealand. Some colleagues from New Zealand collected the samples, and I am in Wellington (capital of New Zealand) analyzing them. This week I analyzed LOADS of samples in the lab. It is interesting to realize that I had to review everything I knew about cephalopod beaks identification, even if I worked in this field for more than 10 years. Identifying the beaks correctly is fundamental, and it requires a lot of attention to details, to correctly characterize the diets of the albatrosses and consequently provide valuable (and correct) data to models for the Southern Ocean. In these first days, it was not easy due to the jet lag. Even being on the other side of the world (the furthest way from Portugal), I still hear about Portugal: guess who? of course, about football...and logically José Mourinho and Cristiano Ronaldo. Interestly enough, I also say David Prescott, a juri on world surfing championships on a NZ Sports TV.  These small things make you closer to home...














sábado, 15 de março de 2014

Talking to the Young Zoologists and Zoology Club members!!!















 Today I will be talking to the some of the most keen young zoologists in the world, under the supervision of Rosalyn Wade (Cambridge University Museum of Zoology)...via skype from New Zealand!!!!

A few weeks ago, Rosalyn was explaining to students in Portugal, via skype as well, in which we learned so much about the interesting animals that the Museum contains and how it is useful for science as well as for education for the future generations...



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Muito obrigado!!!!!

Many thanks!!!

Thank you Antony Jinman!!!

LETTER TO ANTONY JINMAN


Dear Antony

THANK YOU for taking our flag to the South Pole.



Your expedition was brilliant. We followed all your adventures everyday!!!!

 Meeting you in person last year, at our international workshop on polar education, was already a great sign that a lot of good things were coming...

We got inspired not only to enjoy our research and its value to society but most importantly to be better persons!

All the best

Jose Xavier

Please check http://www.eteteachers.org/ for Antony´s amazing projects!!!






Workshop Nacional um sucesso!

Apenas um pequeno comentário...




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A workshop nacional “Educação & Ciência: da Investigação Polar à Sala de Aula”, organizada pelo Instituto do Mar da Universidade de Coimbra e o Instituto de Educação e Cidadania no dia 1 de Março 2014, foi uma iniciativa após o sucesso da workshop internacional para professores/educadores que decorreu na Universidade de Coimbra, em 2013 (Walton et al. 2013).

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A workshop internacional de 2013 foi a primeira workshop que trouxe  professores, educadores e cientistas polares, depois da última conferência do Ano Polar Internacional, em Montreal (Canada) em 2012.  Os objetivos dessas iniciativas pretenderam estabelecer meios para facilitar as colaborações com cientistas polares e providenciar informação e acesso a instrumentos educacionais. Além disso, também pretende ajudar os cientistas polares a melhorarem as suas capacidades de comunicação, seja, por exemplo, com alunos de diferentes idades, com os media, com os políticos, com o público em geral, permitindo o estabelecimento e crescimento do Polar Educators International (PEI). 


         
 Após o Ano Polar Internacional e o fim do programa educacional LATITUDE60!, Portugal continuou a ter uma grande visibilidade ao nível educacional, mas com atividades a serem realizadas geralmente pelas Universidades e Institutos individualmente (Kaiser et al. 2010; Baeseman et al. 2011; Zicus et al. 2011; Xavier et al. 2013). Só mais recentemente, com os projetos Profissão: cientista Polar e Educação PROPOLAR, várias iniciativas conjuntas, associadas ao Programa Polar Português (PROPOLAR), à Associação de Jovens Cientistas de Portugal (APECS Portugal) e PEI, começaram novamente a surgir, incluindo a workshop internacional mencionada acima organizada em Portugal, a exposição itinerante (agregando fotografias das principais equipas de investigação polares portuguesas) e a participação nas SEMANAS POLARES internacionais.





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Esta workshop teve lugar no Instituto de Educação e Cidadania (Mamarrosa) foi explicitamente dirigida a professores e educadores portugueses, pois após a workshop internacional, foi notório que havia a necessidade de reunir pela primeira vez todos estes professores e educadores com cientistas polares para: 

1-      Fornecer noções básicas sobre a ciências marinhas, terrestres, sociais e relações internacionais das regiões polares  aos professores e educadores (através de palestras de (jovens) cientistas polares),
2-      Conhecer e difundir os projetos educativos e iniciativas educativas existentes em Portugal e no estrangeiro sobre as regiões polares,
3-      Dar exemplos de atividades educativas que os professores e educadores poderão fazer facilmente nas suas escolas/instituições educativas,
4-      Conhecer e partilhar experiências de professores e educadores que mais têm realizado atividades educativas com a comunidade científica polar portuguesa.



As inscrições esgotaram em Janeiro, mais de 1 mês antes da data de encerramento das mesmas. Esta workshop contou como um total de 49 participantes de todo o país (dos quais 13 eram cientistas), com 11 palestras orais (das quais 5 foram científicas), 2 skype calls (uma para a região Antártica e outra para o Algarve) 3 demonstrações de atividades que professores/educadores podem realizar na sala de aula. Todas as palestras foram bem recebidas, com alguns temas (como as alterações climáticas e aquecimento global) a receberem várias e interessantes questões por parte dos participantes. Excelente dia!!!

José Xavier, Patrícia Azinhaga e Sónia Ferreira

PS. The National workshop on Polar Science and Education for  Portuguese teachers and educators took place at the Institute of Education and Citizenship (Mamarrosa, Portugal) on the 1st March 2014 got together 49 participants from all over the country, with scientific lectures in the morning (on Marine, Terrestrial and Atmospheric sciences and international collaborations, by polar scientists), educational lectures (given by the most experienced teachers/educators) and educational hands-on activities that the least experienced teachers/edcuators could do in their classroom. A total of 11 oral presentations, 2 skype calls (one to the Antarctic) and 3 demonstrations were carried out during the day! Brilliant day!