quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008

Palestra em Lisboa! (Seminar in Lisbon)




























Acabei de regressar!



Caso estejam por Lisboa, terei uma palestra que é inserida dentro do ciclo de conferências "Na fronteira da Ciência" da Fundação Calouste Gulbenkian.


Esta palestra será no dia 26 de Março às 18 horas no Auditório 2. Para mais detalhes ir a





























Entretanto ficam aqui as últimas impressões da minha viagem, após a chegada às Ilhas Falklands. Quando cheguei a estas Ilhas, o dia foi passado a tratar de limpar tudo, colocar todos os aparelhos no seu lugar no convés pois já não serão necessários até ao próximo ano. Depois fui visitar um pouco da Ilha em redor de Stanley, a capital das Ilhas Falklands, com 1200 habitantes. ...e tive algumas surpresas.




































Nesta capital quase toda a gente tem um jeep e vivem em vivendas (ver em cima). Apesar de ser Verão lá, as temperaturas são por volta dos 10 graus...daí termos numerosas colónias de penguins e ainda haver um certo sabor ao Antárctico. Tive a surpresa de ver os penguins de Magalhães (altura máx. 70-76 cm, 3-6 kg de peso), em honra ao nosso explorador, e que se reproduzem aqui ou mais a norte (Brazil por exemplo)... já as àguas do Oceano Antárctico já são frias demais para eles. Lindos, não são?












(Did not mention the Falkland Islands. After we arrived from Antarctica, we stayed there for a couple of days before returning to UK. While there we had the privilige to walk around and check Surf Bay and Gipsy Cove, where Magellan penguins are common. If you are around Lisbon, check out the seminar on the 26th March 2008 at 6pm, at the Foundation Calouste Gulbenkian www.gulbenkian.pt/fronteiradaciencia/)

sábado, 16 de Fevereiro de 2008

A partida...The starting point

Latitude:-51.99

Longitude:-54.55


















Estamos prestes a chegar às Ilhas Falklands e estou com um ar de pessoa que acabou de vir de férias: largo sorriso, olhos a brilhar e pronto para regressar ao (mais) trabalho. Fim? não...isto é o começo... vai ser bom voltar a ver os amigos, a família e o nosso mar Português, mas as saudades da Antárctica já começaram...













Ontem estava a falar com amigos durante o jantar do cruzeiro sobre como estas 6 semanas paradisíacas voaram, como trabalhar intensamente valeu a pena. As amostras estão recolhidas, muitas já foram analisadas, outras irão no navio para Inglaterra….a ciência continuará!


















Escrever este blog também foi um grande prazer. O meu grande objectivo foi sempre informar, motivar e divertir…e para isso, eu próprio tinha de passar por estas emoções. Espero que tenha conseguido transmitir um pouco do que é estar num cruzeiro científico, mostrar que os cientistas são pessoas normais, e que Portugal e a ciência Polar Portuguesa estão de parabéns no Ano Polar Internacional.



















Peripécias neste cruzeiro houve muitas. Fica aqui o testemunho do meu azar com equipamento electrónico. No meu caso foi a minha Pen USB (bloqueou), o meu computador (foi a hard-drive) foram-se abaixo e a minha câmera de filmar esteve por um fio (vá lá, o Jim Fox deu uma vista de olhos e voltou a funcionar)…quando um dos motores do navio deixou de funcionar já olhavam para mim com uma cara sorridente como a dizer “José, espero que não tenhas ido visitar a casa das máquinas!”


Aqui ficam uns dados interessantes sobre a viagem…
26 cientistas
2700 de milhas naúticas estudadas (5000 km)
mais de 1000 pessoas viram o blog (no período de um mês)
29 países de todo o mundo estiveram connectados a este blog (top 10 por ordem de importância….Portugal, Reino Unido, Brazil, Estados Unidos, Espanha, Alemanha, França, Japão, Itália e Canadá) dos 7 continentes!


Um palavra de agradecimento a todos que leram o blog, que o comentaram (casos da Fátima, Helena, Lygia, Edgar, Fernando, Cristina, Isabel, Gina Couto, Samuel, Emanuel, Afonso, entre muitos outros), onde se inclui muitos educadores, amigos, professores e alunos de varios paises. O meu sincero obrigado!

Muito obrigado a todos. Foram a minha alegria!!!!!
Dia 19 vamos para Inglaterra e dia 22 regresso a Portugal por uma semana...

PS Manterei esta página activa para manter-vos informados sobre o trabalho realizado por Portugal nas regiões polares.










(We are about to arrive at the Falkland Islands and I have a look of somebody that just came for vacations: big smile, shinning eyes and ready for work! Is this the end? Oh, no...this is just the beginning. It will be great to see friends, family, the students but I am already missing Antarctica. Been with king penguins 2 days ago and it seems it was a long time...yesterday I was talking to friends here and we realized how time flew away so fast....6 weeks gone. Here's a few numbers: 26 scientists, 2700 nm covered (5000 km), more than a 1000 people saw the blog (on for a month), 29 countries from all over the world have been connected to this blog (top 10: Portugal, UK, Brazil, USA, Spain, Germany, France, Japan, Italy and Canada) from the 7 continents! Thank you so much for reading the blog. It has been a privilege sharing my adventures with you. We will departure the Fakland Islands on the 19 February. I will keep this page active to keep everyone informed of our research work! Adeus)

sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008

As pessoas e Rachael!!!! (The people and Rachael!)

Latitude: -52.86

Longitude:-46.47

Rachael Shreeve












Sim, é com as pessoas amigas e família com quem podemos realmente sentir uma total sintonia em conseguir partilhar momentos únicos. Isso é quase verdade também quando falamos do nosso cão, piriquito ou gato, e quando bem eles nos compreendem. Nesta viagem, as aventuras foram tantas e com tanta gente, que elas vão ficar obrigatoriamente ligadas à minha experiência Antárctica, incluindo aquelas que lêem o blog. Nesta expedição, tive como companhia 25 cientistas, e mais muitos tripulantes. Conheci uns melhores que outros, mas tenho amizade por todos eles. Aqui ficam as suas “carinhas larocas”…e se conseguirem achar-me, parabéns:)

















No entanto, durante a viagem existiu uma pessoa com quem trabalhei que merece destaque, pois possivelmente poderá o seu último cruzeiro e existe sempre uma certa nostalgia…Dr. Rachael Shreeve da British Antarctic Survey!

Ano 2008, 1994 e com o Jon (a sua cara metade)
















































Rachael é daquelas pessoas bem formadas, simpáticas, inteligentes, prácticas e com uma boa disposição que muito se assemelha à minha. Este foi o seu 14 cruzeiro cientifico ao Oceano Antárctico, sempre a estudar aqueles organismos pequenos muito importantes no mar, zooplâncton!!!! Abaixo estão algumas fotos da sua carreira e da presente expedição. Em grande Rachael!!!!

Rachael com MUITA fome!













A trabalhar com Peter Ward














Rachael e o nosso pessoal a estudar a melhor tactica de usar os aparelhos cientificos de pesca











Rachael e Rowan














A vista da nova casa em Cumbria, Reino Unido... bonita vista!













("It does not matter where you are but who you are with." I agree. It is sharing the moments with the people you love or care about that makes moments unforgetable. In this cruise, I had so many adventures, and with so many different people, that they will be remembered for many years to come , including with those that actively participated in the blog with their comments. In this cruise, I was with 25 other scientists, plus the cruise crew, and although I met ones better than others, I made a nice friendship with all of them. Of all the people I worked on the ship, one is worth mentioning because this is probably her last cruise...Dr. Rachael Shreeve of the British Antarctic Survey. Rachael is an intelligent, hard working, practical and very funny, always with positive thoughts about life...great to have around, especially on stormy days when I thought the ship was going to sink. In total she has been in 14 Antarctic expeditions and seen it all. Time flies so fast...)

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

Grytviken

Latitude: -53.54

Longitude:-39.83












Imaginem um dia daqueles em que tudo corre 5 estrelas...bem, foi ontem!!!!! Mil desculpas pela oportunidade perdida de vos dizer alguma coisa sobre ontem mas…sabendo que vos quereis que eu tire máximo partido desta experiência, o melhor é fazer como a minha Mãe diz “aproveita tudo e depois quando tiveres tempo conta. Nós esperamos!”. Daí, a grande maioria das vezes em que vos escrevo é quando já toda a gente está a dormir, o sol já se pôs…e aí, escrever-vos sempre com alegria, pois não estou a perderr nada e ajuda-me a reflectir sobre tudo isto. Em cima pinguins rei a aproveitar o sol...em baixo a sinueta de um lobo marinho.

















Ontem foi um dos melhores dias do cruzeiro…não imaginaria que em 24 horas teria estado com pinguins rei, elefantes marinhos, rezar numa igreja, ter feito escalada, ter estado no cemitério onde Sir Ernest Shackleton está enterrado e partilhar momentos com amigos num dia de Sol Antárctico que nunca tinha tido….compreendem agora porque não deu tempo? Para mais, ontem à noite era eu e o Nathan a organizar um quiz show, actividade muito Britânica de perguntas e respostas, que durou a noite toda…exausto no fim da noite portanto. Daí, ter preferido descansar e hoje vos dizer (com mais um sorriso rasgado) aquilo que foi este extraordinário dia na capital da Geórgia do Sul, Grytviken (que tem 4 pessoas que oficialmente moram lá, o resto são cientistas ou touristas pessoas que estão aqui temporariamente!!!!). A vista da baía onde Grytviken está é esta...
































Na Terça-feira à noite, estavamos ao largo de Grytviken, com ventos fortes, e o capitão Graham e o cientista Geraint Tarling informou-nos que se este vento se mantivesse não iriamos a terra e partiriamos directamente para as Ilhas Falklands, logo de manhã do dia seguinte. Surpresa das surpresas, o vento baixou, o James Clark Ross atracou e às 9 da manhã, foi-nos anunciado que teriamos tempo para ir a terra até às 4 da tarde, pois havia uma questão com um dos motores que os engenheiros precisavam de ver. Imaginem: um dia de Sol fantástico, sem vento, poucas nuvens, um calorzinho bem bom (15 graus Celcius, o que é muito bom para o Antárctico). Todos a bordo ficamos delirantes com a notícia!!!! Abaixo Sophie Fielding e Gabriele Stowasser a desfrutar da vista...


































Após uma breve mensagem da representante do Governo da Geórgia do Sul para nos dar as boas vindas, partimos à aventura pela Ilha. Eu e a Nina Bednarsek decidimos ir ao longo da praia para estar com os animais mais de perto, mas sempre com a preocupação de não incomodar demasiado. Tivemos com elefantes marinhos (podem chegar aos 5.5 m e mais de 2 toneladas), penguins rei (chegam quase a 1 metro de altura e aos 16 kg de peso) , lobos marinhos (podem chegar aos 2 metros e 200 kg) e sempre rodeados por uma paisagem Linda com glaciares, montanhas, colónias de pinguins aqui e ali. Os sons eram apenas dos animais e o leve som do vento a passear pelo arvoredo…são daqueles minutos e horas que nos faz bem à alma e parece que nos dão muitos anos de vida!






































(Remember some of the best days of your life? Well, this was it for me. I did not managed to send a message yesterday because simply there was a big surprise. Captain Graham and the Principal Scientific Officer Geraint Tarling informed us that we would stay in Grytviken for a few hours. For us was a very nice surprise because the wind was quite strong the previous day and it seemed that we would live South Georgia without getting ashore in Grytviken. Everybody was so happy! It meant that we could go "explore" a bit of the area. Miss Emma Jones, the South Georgia Government representative, gave us a very nice speech that emphasized on the beauty of South Georgia and how we should preserve it the best way we can, so that others can enjoy it after us. With these few hours in hands we saw elephant seals, king penguins, visit the grave of Sir Ernest Shackleton, prayed in the Church, visited the Museum and walked a couple of hours to the top of a hill in which you could see Penguin River. Those are the moments in which hours can give you extra years to your life...this was it!)

terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Baia de Hound (Hound Bay)

Latitude: -54.22
Longitude: -36.28
























Parece um roteiro de férias mas não é. Depois da Baía de Stomness (em cima) com as calibrações, tivemos de ir buscar todo o equipamento de campo para o trabalho com os pinguins rei na Baía de Hound (em baixo).













O amanhecer de Stomness ainda me estava na cabeça. Com a possibilidade de ir a uma colónia de penguins rei a Baía de Hound, eu estava com um brilho nos olhos. De início, julgava-se que seria por voluntariado para ir buscar o equipamento, mas depois percebeu-se que devido ao tempo limitado que tinhamos, apenas 5 cientistas precisavam de ir a terra. Estes seriam escolhidos por Geraint Tarling, o responsável do cruzeiro…fiquei super contente quando me disseram que eu tinha sido escolhido. Abaixo, eu e a ventania do dia em Hound Bay....












A ida a terra seria muito rápida. Seria chegar à colónia, trazer o equipamento para a praia (100 metros de distância), e colocar tudo num bote. Seria uma tarefa de 2 horas e não havia tempo para levar máquina fotográfica…e assim foi! (a foto abaixo de pinguins rei, foi tirada por mim em St. Andrews Bay no ano 2000)


2 botes, e um rebocador foram usados para trazer tudo. As ondas chegaram para deixar entrar a água a 2 graus pelas botas a dentro mas como estava sempre a andar de um lado para o outro, a água aquecia num instante. Os melhores momentos foram:
1- Quando cheguei à praia, eu e o Martin fomos os primeiros a pôr os pés na água e na areia. O sentir a água gelada nos pés!
2- Estar no meio dos penguins rei, com eles a passarem ao nosso lado em grupo a olhar para nós a pensarem de certeza “que penteado tão fora de moda estes novos penguins têm!”. No caso dos lobos marinhos foi ainda mais espectular pois eles vêm até nós…super curiosos. Por fim, as renas e os elefantes marinhos nos pastos verdejantes…
3- O sentir a terra firme. Já não pisava terra há semanas…que bom a sensação de segurança!
4- Por fim, o estar a fazer algo diferente. O estar em terra, ter o contacto directo com os animais…foi muito bom. Simplesmente magnifico!!!


















Claro para os que não foram escolhidos para ir estavam tristes…mas com aquele sorriso a dizer “que bom que te divertis-te por mimi também!” Em cima, todos a tirarem fotos desta Baia com B grande!

Proximo destino....a captial da Georgia do Sul...Grytviken!


(Stomness Bay was amazing, with its history and whaling station, so I was quite curious on Hound Bay would be like. Hound Bay is where the king penguin research is being carried out. We had to pick up some equipment there (there is no research station there, so it is like a Summer camp). At first I thought everyone could be a voluntier however, duie to time restrictions, only 5 could go ashore and collect the equipment. The Principal Scientific Officer for the cruise, Geraint Tarling, chose Andy Black, Dirk Briggs, Robin, Hugh Venables and me that would help Martin Collins!!!!! It had to be fast and in two hours the work was done. No time for photographs though...Hound Bay had its own personality of a place, with the king penguins everywhere, the elephant seals and reindeer around, the Antarctic fur selas chasing us as usual...great place!!!! Next , King Edward Point, at the capital of South Georgia...Grytviken! (which means "Por Cove" )

segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2008

A Baia de Stomness (Stomness Bay)

Latitude: -53.57

Longitude:-34.96
A Georgia do sul ao fundo...

















Este fim de semana foi muito especial. Estou com um sorriso daqueles quando acabamos algo de que estamos orgulhosos…a parte científica do meu grupo terminou hoje! Foram 2 dias super intensos. Vejamos: acordei as 6 da manhã de Sexta-feira (ainda habituado ao horário da meia noite ao meio dia) e desde essa hora, foi uma correria final por mais de 24 horas mas sempre muito divertido. O nosso trabalho acabou a beber champagne às 6 da manhã, exaustos. Eu, Martin Collins, Rachael Shreeve e Gabriele Stowasser felizes!



















Nessa altura, já estavamos a chegar a Bird Island (a ilha onde se encontra uma base científica da British Antarctic Survey e onde estive a fazer os meus primeiros estudos em 1999 e 2000) para ir buscar 3 cientistas.













Assim, tive de resistir em manter-me acordado pois eu queria voltar a ver a ilha onde passei mais de 6 meses seguidos, onde tive tantas aventuras…e sentir o grande privilégio de a ver novamente ao vivo. De 2000, a base está renovada, maior mas o resto está lá tudo: os penguins, os lobos marinhos a fazer a barulheira do costume, as colónias de albatrozes com os filhotes bem pequeninos à espera que os pais venham…



















Posteriormente a isso, dormi 4 horinhas pois também não queria perder nada de Stomness Bay (para calibrar alguns aparelhos), uma baía que alberga a famosa Fábrica da pesca da baleia onde o explorador Sir Ernest Shackleton foi salvo, após 22 meses no mar e ter andado num barco de 5 metros de Elephant Island (Península Antárctica) até à Georgia do Sul. Muita história no ar… Stomness Bay com detalhes sobre a Fabrica da Baleia (que funcionou ate 1961). Vale a pena ler o seu livro "South"...






























Agora estamos ao largo da Geórgia do Sul, a obter mais umas amostras….

Simplesmente estou com um sorriso daqueles de felicidade a pensar “que excelente fim de semana!”

Aqui temos Stomness Bay as 4.30 da manha ao nascer do Sol...





(This weekend was tremendously exciting...big smile on my face! My group finished all the research planned, after we worked hard for long hours. So, we had a small glass of champagne at 6 in the morning with a beautiful sunrise. Despite being very tired I stayed up to see Bird Island Research Station of the British Antarctic Survey. Been there in 1999 and 2000 and it was so good to see it again. Lots of good memories came to mind. Very special palce, Bird Island! We picked up 3 scientists there before heading to Stomness Bay to do calibration of the acoustics devices. This Bay contains a whaling station built in 1907, and was operational until 1961. It was here that Sir Ernest Shackleton arrived after two years of travelling to the Antarctic on his Tras-Antarctic Expedition. Shackleton arrived here after weeks of sailing on a small 5 metre boat James Caird from Elephant Island (Antarctic Peninsula, 800 mi away) and 36 hours of walking in the mountains (he arrived on the other side of South Georgia)... explorers true story!!!! Now we are just offshore South Georgia to obtain a few more samples...big smile!!!!)

sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

Ciência em ondas de 5 metros (Science Surfing on 5 metre waves)

Latitude:-51.13

Longitude:-37.06


















Com as tecnologias de hoje, tudo é quase possível…mesmo conversar para uma conferência em Portugal no meio de uma tempestade no Oceano Antárctico. As ondas estavam com mais de 5 metros, o vento com rachadas com mais de 45 nós (um ventinho desagradável ronda os 15-20 nós) não foi fácil, mas foi muito bom!


















Como foi bom conversar em Português e ouvir as vozes de amigos. Que bom saber que todos estão bem e que a expedição dos 7 jovens estudantes portugueses e a tutora Ana Salomé na expedição à Antárctica foi uma experiência de uma vida!!!!


Sem dúvida, os cientistas portugueses, o Comité Português para o Ano Polar Internacional, a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (principalmente o papel fundamental do seu presidente João Sentieiro) e a Agência Ciência Viva (incluindo o papel essencial de Ana Noronha e a sua equipa), têm mostrado ao mundo como se pode ligar a ciência e a educação de um modo a que tudo o que é importante cientificamente chegue a todos. Muitos parabéns!

Quanto ao navio, esse não parou de rolar! Para um lado….para o outro. De vez em quando vez uma daquelas ondas maiores vem, aí parece que o navio trespassa as ondas. James Clark Ross é um navio enorme, com 100 metros de comprimento, e a segurança e experiência da tripulação deixa-nos descansados. Eu e os meus colegas passamos bastante tempo a admirar esta fúria polar a nos passar apenas a poucos metros ao lado. Temperatura da água aqui: 2 graus! Mas nada perturba as aves marinhas...a sinueta de um "white-chinned petrel" num dia de mau tempo...




























No entanto, nada disso incomoda Jeremy Robst, um dos responsáveis pelo sistemas informáticos a bordo: anda sempre de T-shirt, estejamos na Antárctica junto ao gelo, quer estejamos no meio de uma tempestade.













Próximo destino: a bela da Geórgia do Sul!!!



(Today the James Clark Ross surfed the waves! More than 5 metre waves, winds from above 40 nots, the Southern Ocean shows us once again how storms are. Meanwhile, in the middle of this one, I had a phone call from Portugal regadring the conference meeting on which the high school students that have been on an Antarctic expedition, within the Portuguese educational Program for the International Polar Year, Latitude60!. It was so nice hearing Portuguese again and describe to all how exciting is to be here. Portugal is in an International Polar Year for the first time in its history and the Portuguese scientists, the Portuguese Committee for the International Polar Year, the Foundation for Science and Technology (FCT) and the Agency Ciencia Viva should be congratulated for showing the world what Portugal can do in terms of science and education. Well done!)

quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2008

Anjos do Oceano (Angels of the Ocean)

Latitude: -50.43
Longitude: -34.39

















Sabia que existe anjos nos oceanos? Sim, é mesmo isso que a Nina Bednarsek, uma estudante de Doutoramento que estuda na British Antarctic Survey. Mas não só…estuda também as
borboletas dos oceanos… e na Antárctica existem ambas!


















Nina é da Eslovénia e estuda este grupo de organismos que se chama moluscos gastrópodes. Apesar de serem pouco abundantes no Oceano Antárctico, estes organismos são muito interessantes ecologicamente. Eles são dos organismos que podem ajudar-nos a compreender melhor a acidificação dos oceanos, que está associado à questão das alterações climáticas.






















A acidificação dos oceanos é um dos assuntos mais em foco na ciência hoje em dia. Devido ao aumento do dióxido de Carbono na atmosfera, este dissolve-se nos oceanos. Devido às características únicas do Oceano Antárctico (águas frias), o dióxido de Carbono dissolve-se na água, ficando mais acída. Assim, para avaliar os efeitos da acidificacão dos oceanos, e que consequências pode ter nos organismos marinhos (principalmente na formação da sua concha), Nina está a bordo a tentar resolver estas questões. Boa sorte!

Quanto ao resto, a ciência está a correr dentro do previsto, com várias amostras retiradas onde os penguins väo-se alimentar. Assim, em breve estaremos na Geórgia do Sul para mais aventuras...























(Did you know that there are Angels in the Oceans? Indeed, there are aquatic butterflies as well and Nina Bednarsek studies them both in the Antarctic. Nina is from Slovenia and she is doing her Ph.D. at the British Antarctic Survey studying gastropod molluscs called Pteropods. For her, pteropods makes her eyes smile and it is easy to understand why...these animals are beautiful when swimming! Although not very abundant in the Antarctic (we think because we still trying to know where they are, really!), they are one of the best ways to understand the process of acidification of the Oceans. As CO2 is increasing, and the Antarctic Ocean caracteristics (cold waters, high density, etc), CO2 dissolves at a different rate here and might tell us how climate change (i.e. changes in CO2 in the water) can affect marine organisms (mainly their shell). Nina is trying to get some of these answers on board...good luck Nina!!!!! Regarding the rest of the science, we collected samples from where the penguins have been feeding and soon will be heading to South Georgia!)

quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Experiencia de uma vida! Experience of a life time!

Latitude:-51.47

Longitude:-35.75






Tenho um convite!!!!!





Nós estamos no Ano Polar Internacional, em que Portugal participa pela primeira vez. Algo que sempre me entusiasmou foi a ideia de levar jovens estudantes à Antárctida de modo a eles terem a mesma sensação que eu, perceber o que é estar aqui…marcar as suas vidas, os das suas famílias e de muitos jovens com quem eles podem server de motivação para serem bons naquilo que quiserem ser quando forem grandes…basta dar o litro e acreditar!

Quando o Comité Português para o Ano Polar Internacional, pensamos que seria deveras interessante levar estudantes do liceu (alunos dos 16-18 anos) à Antárctica…e isso foi possível em Dezembro 2007-Janeiro 2008. A Ana Salome, a representar o projecto, e para cuidar dels tambem foi...uma grande experiencia para ela tambem, pois mereceu!!!!


No próximo dia 7 de Fevereiro, amanha, a partir das 15h30, no Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva (Lisboa, Portugal), irá dar-se início a uma sessão pública de apresentação da viagem dos 7 estudantes à Antárctida.


Será estabelecido contacto telefónico comigo e com outros jovens cientistas polares do LATITUDE60! que se encontram na Antárctida a desenvolver os seus projectos. Abaixo, temos (da esq. para a dir.): Ines, Miguel, Marta, Joao, Ines, Marta, Irina e Andreia com aquele sorriso que nos faz bem!




















O relato dos dias na Antárctida será intercalado com ligações às bases polares e a um navio cientifico, onde os cientistas do LATITUDE60! Alexandre Nieuwendam, Vanessa Batista, Raquel Melo e eu.


Os visitantes do Pavilhão do Conhecimento são convidados a enviar questões para o endereço electrónico projecto.latitude60@gmail.com, ate ao final do dia 6 Fevereiro.


No dia 7, venham ao Pavilhão do Conhecimento ouvir a resposta em directo do… Pólo Sul.Vejam mais emhttp://www.pavconhecimento.pt/destaques/index.asp?accao=shownot&id_noticia=279

Caso não possam ir, eu conto depois….

(I have an invitation!!!! Come to the Pavillion of Knowledge in Lisbon on the 7 February, from 15.30 local time, to watch live the personal views of 7 high school students that just arrived from Antarctica, after being on an international polar expedition (where they had lectures, tours to shore, data collection for science experiments, been with penguins, seals, albatrosses...). I will provide an interview from the James Clark Ross live too during the afternoon, like the other 3 young scientists that are in Antarctica at the moment (Raquel Melo, Alexandre Trindade e Vanessa Batista). Please see web links above. I know that most of you can not make it but rather than being sad, I would like you to reflect a minute or two on this event. A year ago, these students never thought in their wildest dreams that a year later they would have gone to Antarctica. They will be sharing their opinions of what they have seen, and how this experience change their lifes...if you have any questions that you would like to question either the students or the scientists, including me please leave a comment on this message or just send an email to the email address above. I will tell how it went. Meanwhile, here at the Antarctic Ocean, we are going on the direction of the last research station of the cruise, on the other side of the Antarctic Convergence, in "warmer waters" where the penguins have been foraging. Great!)

terça-feira, 5 de Fevereiro de 2008

Estamos perto! (we are close!)

Latitude:-52.60
Longitude:-39.14

















Pois, o tempo voa...e já estamos a cerca de uma semana do termino da parte cientifica da expedição mas a nossa alegria de aqui estar não desarma. Agora todos queremos tirar o máximo partido de tudo: do ambiente Antárctico, dos amigos e colegas, dos dados que estamos a recolher…de toda a experiência! Abaixo, eu ir buscar mais uma amostra.



























Peter Ward e Rachael Shreeve no laboratorio a analisar uma amostra do plancton (pequenos organismos), apanhados pelo aparelho Longhurst-Hardy Plantkon Recorder (LHPR).





























Jon Watkins, Peter Enderlein e Martin Collins em busca de mais um biscoito enquanto a rede não chega...e tem sido muitas:)

































Estamos junto à Frente Polar Antárctica, mas na parte sul nas águas do Oceano Antárctico. Assim, ainda temos icebergues e albatrozes por companhia. Ontem ainda vi vários lobos marinhos apesar de tempo não ter estado muito propício para os ver. O ideal é mar sem uma onda, mas se houver pouco vento também é bom. Abaixo a minha melhor tentativa de apanhar um a mergulhar... acreditem, está ali mesmo debaixo de água.



























Isto é um lobo-marinho quando estão quietos em terra...

























Hoje, e para os próximos dias, vem um vento bastante forte e já nos estamos a preparar para a aventura do “para cima para baixo, para um lado, para o outro” que nem dá para andar correctamente. Assim, estamos todos concentrados na ciência. No meu caso, no laboratório a identificar e medir espécies que aparecerem nas redes…que vai desde peixe (o meu principal interesse) até crustáceos (camarão do Antárctico, por exemplo), lulas (temos tido umas muito bonitas! Outra paixão minha), alforrecas e medusas (para os amigos dos Açores quero dizer águas-vivas) e todo o restante zooplancton (pequenos animais que aparecerem na rede, sendo alguns bastante importante no ecosistema marinho Antárctico)….


Gabriele Stowasser a mostrar-nos a sua alforreca/medusa Peryphilla peryphilla
























Um membro crustáceo do grupo Ostracoda (Gigantocypris sp.) ...vejam os olhos! (faz lembrar o filme a Guerra das Estrelas)























E as lulas (da esq. para a direita): Bathyteuthis abyssicola, Galiteuthis glacialis e Slosarczykovia circumantarctica)....






















Quanto aos pinguins, eles estão por aqui também!!!!!

Ops…acabei de ser informado. Vem aí mais uma amostra. Huppiiiii!!!!!!


(Time flies and we are about a week of science to do . After that we will be heading to South Georgia for calibration work of devices using for acoustic surveys. So, everyone is trying to squeeze as much as we can from these last days: the Antarctic experience of being here, enjoy the company of friends and colleagues, and obtain the last samples...so a lot of work going on. We are still in Antarctic waters, south of the Antarctic Convergence, therefore plenty of icebergs and albatrosses to enjoy. I even tried to get a photo of a Antarctic fur seal jumping in the water but it was a difficult task! Regarding the penguins work, after today, we will be heading to a position where the king penguins are foraging, north of the Antarctic convergence, which will make everything even more exciting!)

segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Damas de Ferro :) Iron ladies:)

Latitude:-52.65
Longitude:-39.15

























Dentro das cientistas a bordo, Daria Hinz (dos Estados Unidos, em cima) e Maria Nielsdottir (da Dinamarca) são das mais bem dispostas. Andam sempre juntas, são ambas da Universidade de Southampton, Inglaterra e estão a estudar a distribuição de ferro no Oceano Antárctico. Acima, Daria, mostra o equipamento que trouxe para a viagem. Em baixo, a boa conversa durante o jantar...boa disposição portanto!


















O ferro é um dos elementos metais que limita a produtividade primária de um oceano. Por outras palavras, se existe muito ferro na água as algas algas ficam todas contentes e podem multiplicar-se rapidamente. Se não houver ferro, as algas são poucas. Estas cientistas estão a caracterizar o Oceano Antárctico ao nivel de abundãncia de ferro…quais as areas com mais ferro (e logo mais produtivas).


















Ultimamente as experiência com ferro no mar têm estado em foco internacionalmente, pois várias experiências mostram que ao introduzirmos ferro na água, isso pode ajudar a combater o aquecimento global. Isto deve-se ao ferro ser absorvido pelas algas, que por sua vez obsorvem o dióxido de carbono, levando a uma redução deste gás que contribui para o efeito de estufa!


Além do muito trabalho em mãos, existe tempo para fazer tricot…para não falar das capacidades de jogadora de rugbi que a Daria possui (joga bem!).




(Within the scientists, Daria Hinz and Maria Neilsdottir are amongst those that are always in a good humour. Both are from Southampton University and working on Iron distribution on the Southern Ocean. This is quite a booming research topic within the marine scientific community due to the Ocean Iron Fertilization experiments linked with global climate change. These experiments have been proposed for mitigating rising atmospheric CO2, by estimulating net phytoplankton (algae) growth by releasing iron to certain parts of the surface Ocean. Where are those Iron productive areas? and how much Iron available to phytoplankton? These are some of their questions. While there is no anwers...Daria does the knitting:))))

sábado, 2 de Fevereiro de 2008

Pinguins!!!!! (Penguins!!!!)

Latitude:-52.86

Longitude:-40.09























Um dos grandes objectivos deste cruzeiro cientifico é caracterizar o comportamento de animais tipicamente adaptados ao Antárctico num contexto das alterações climáticas. O que é que os animais estão a a fazer agora e em que condições ambientais? Se recolhermos dados agora podemos saber o que poderá ser anormal no futuro...e como poderemos proteger os pinguins e todo este ecosistema.
Aqui quero-vós mostrar como estamos a estudar: onde os pinguins se alimentam, como se alimentam, se são selectivos do que comem e como podemos usá-los como indicadores do que se passa na natureza actualmente. Acima a foto de Hugh Venables a mostrar a nossa espécie de estudo, os pinguins rei Aptenodytes patagonicus...

Para resolver estas questões, planeou-se parte deste cruzeiro cientifico para avaliar o que existe nas àreas onde os pinguins vão. Serão as áreas onde os pinguins vão, mais produtivas, ou seja, vão onde há mais alimento?

Para sabermos onde os pinguins estão a alimentar-se, Martin Collins, da British Antarctic Survey, colocou vários aparelhos de rastreio via satélite (são pequenos aparelhos que emitem um sinal que é captado por satélite, o que nos permite saber onde o pinguim está a qualquer hora do dia), há umas semanas antes do início do cruzeiro. Abaixo, Martin e um pinguim rei com um aparelho de rastreio via satélite nas costas...

























Os resultados mostraram que os pinguins rei vão a Frente Polar Antárctica, local onde as águas frias do Oceano Antárctico se juntam às águas mais quentes dos trópicos. Essa zona é particularmente rica em alimento, principalmente em lulas e peixe. Abaixo temos as viagens feitas por vários pinguins rei até ao momento (cada indivíduo tem os pontos das suas localizações em cores diferentes, para sabermos quem é de quem), todos vindos da ilha da Geórgia do Sul, onde foram colocados os aparelhos nos pinguins, pois os pinguins estam-se a reproduzir lá agora (ou seja, osp inguins vão à procura de comida e depois regressam à ilha para alimentar o(s) filhote (s)). Aquela linha vermelha que vai da esquerda para a direita é a posição média da Frente Polar Antárctica , e percebe-se que é ai onde os pinguins estão a ir.


















Como essa Frente varia, precisamos de imagens de satélite das temperaturas das àguas da região. Abaixo está a mostrar as temperaturas das águas da região da Frente (estamos a falar de variações de 2-3 graus em pouco) em relação às posições de 2 pinguins. As temperaturas estão em graus centigrados...

Agora que sabemos onde os pinguins vão, só precisamos de lá ir com o navio e recolher algumas amostras do que lá existe, usando redes de pesca.
Próxima paragem: Frente Polar Antárctica!!!!!!
(One of the objectives of the cruise was to understand how top predators exploit the marine ecosystem. The cruise would be used to survey the areas where king penguins forage in order to assess how king penguins feed, what is likley they might have been feeding and how productive are those selected areas. To know where king penguins forage, Martin Collins put satellite tracking devices on saveral of them, while king penguins are breeding at South Georgia. They showed that they are feeding mostly at the Antarctic Convergence, a productive oceanic area where cold waters of the Antarctic meet the warmer waters from the tropics. Next stop: Antarctic convergence!!!!!)

sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Senhora de respeito (Respect for the lady Albatross)

Latitude: -52.85

Longitude:-40.09














Estou de boca aberta!!!! Ontem tivemos a visita de um albatroz muito especial quando estavamos perto da Geórgia do Sul mas não era um albatroz qualquer (ver mensagem de ontem). Era nada mais nada menos que a fêmea albatroz viajeiro WP54 (é o código a que lhe chamamos e acordo com a anilha que tem na sua perna esquerda). Como conseguimos ver essa informação, através de uma fotografia, tinhamos de saber de onde vinha. Será que era da ilha onde eu já tinha estado? E o que sabemos dela? As fotografias já correram mundo!!!!













Após umas horas à conversa com Dirk Briggs, e alguns emails, recebemos a confirmação de Andy Wood, da British Antarctic Survey. "Esta fêmea é uma verdadeira senhora!", disse ele. Ela foi anilhada em Bird Island (a pequena ilha junto à Geórgia do Sul, onde a British Antarctic Survey tem uma Base cientifica há mais de 40 anos) quando ela apareceu em 1982, quando já era adulta (logo já devia ter 4-7 anos). Ou seja, este albatroz fêmea tem mais de 26 anos!!!! Naquele ano de 1982 acasalou com o albatroz com quem teve mais 7 filhotes até 1997, 1 filhote por cada 2 anos como costuma ser habitual para esta espécie.





















Depois de 1997, o seu par desapareceu e ela acasalou com outro albatroz em 1999, com quem teve mais 4 filhotes. Talvez não supreendente, ela está este ano novamente em Bird Island, e já tem um ovo de 525 g, informação dada por Fabrice de Bouard, um dos cientistas que está lá agora. Resumindo, esta senhora tem 17 netos e 3 bisnetos na Ilha, ou seja, uma autêntica senhora de familia.
Os albatrozes geralmente acasalam para toda a vida. Divórcios são raros. Carinhos e mais carinhos...
Os albatrozes viajeiros são dos albatrozes mais ameaçados do mundo, e estão a entrar em vias de extinção. Isto deve-se a eles(as) seguirem os barcos de pesca da pesca do anzol e ficarem apanhados nos anzóis. Só na Ilha onde estive, estes albatrozes têm estado a decrescer mais de 1% desde dos anos 70. Daí haver um esforço ao nivel internacional na iniciativa "Save the albatross" (http://www.savethealbatross.net/), apoiada por organizações de competência. Vale a pena nos informarmos sobre o assunto.
















Sabendo isto tudo, estivemos perante uma autêntica senhora albatroz.
(I am speechless! As soon as we managed to get the code information about the wandering albatross that stayed with us all morning yesterday, we were very curious to get more information about it: where did it came from? It is young? Could it be breeding at Bird Island, South Georgia where I studied? Dirk Briggs contacted Andy Wood from the British Antarctic Survey, who told us that we were with a true Mrs Albatross. In his own words: " Your wandering albatross (WALB 5109000/WP54) is a female of unkown age. She was first recorded breeding at Bird Island, South Georgia in 1982 paired with a male (5109005/WP59) on the ridge. This pair successfully raised 7 chicks up to 1997 after which she paired with another male (5184987/WB15 (5109005/WP59 was last seen in 1999 - died of a broken heart ... or perhaps on a longline!). 5184987/WB15 was first seen in 1999 when breeding with 5109000/WP54 and they have gone on to successfully rear 4 chicks. Perhaps not surprisingly, 5109000/WP54 is back at Bird Island this season breeding with 5184987/WB15 (with a 525g egg), again on the ridge.5109000/WP54 has 17 grand-chicks, and 3 great grand-chicks on the island, so quite a successful old bird! Andy. "
As wandering albatrosses is a threatenned species, due to their accidental mortality by fishing hooks from longline fisheries, coming across with such a extraordinary animal was quite a privilige. Much work has been done to help albatrosses, with the initiative "Save the Albatross" (http://www.savethealbatross.net/), supported by international organizations. Worthwhile have a look at their website. After all this, we were truely honored to have been with such company)