sábado, 16 de novembro de 2019

CEPH-BAS 2019 - Celebrando Fernão de Magalhães /Celebrating Fernand Magellan


Latitude:  54.15 S
Longitude: 63.57 W











Para chegar à Antártida, tivemos de fazer uma viagem bem longa!!! Saímos de casa para o British Antarctic Survey às 8 da manhã. Partimos do aeroporto Heathrow de Londres às 5 da tarde em direção a Madrid, depois para Santiago do Chile e finalmente, chegada a Punta Arenas, que fica a Sul do Chile, na região de Magalhães. Chegámos ao Hotel por volta das 7 da tarde horas locais. Foram cerca de 40 horas de viagem no total. Ao chegar, tivemos uma receção de um protesto pacifico junto ao aeroporto sobre os custos de vida e desigualdade na sociedade Chilena. 



No entanto, no centro da cidade, tivemos a oportunidade de presenciar protestos mais fortes da população, daí que nos foi recomendado para não andarmos na cidade á noite. Punta Arenas é uma cidade de 150 000 habitantes, situada no estreito de Magalhães, e é uma das principais portas de entrada de turistas na Antártica. 



Fernão de Magalhães passou por aqui em 1520, cujo o estreito (quem tem o seu nome) é muito importante pois permite atravessar-se por barco entre o Oceano Atlântico para o Oceano que lhe deu o nome de “Pacífico”. Isto porque o descobriu num dia calmo. A ligação de Magalhães a Punta Arenas, e ao Chile, é muito forte, tanto que a sua estátua está na praça principal do cidade, esta região do sul do Chile chama-se Magalhães e existe a Universidade de Magalhães em Punta Arenas. Estamos a celebrar os 500 anos de circumnavegação do Mundo pela expedição de Fernão de Magalhães, particularmente em Portugal, Espanha e Chile, com várias atividades conjuntas. 



Tive o privilégio de dar uma palestra a convite da Universidade de Magalhães em Punta Arenas, sobre os nossos últimos resultados sobre a nossa investigação na Antártida, e mencionei logicamente estas celebrações. Passámos cerca de 2 dias em Punta Arenas em reuniões sobre o plano cientifico, a montar o laboratório e todo o equipamento necessário para a expedição. 





Agora, a bordo do navio RRS James Clark Ross, já estamos a caminho da Ilha de Signy, que fica nas águas geladas da Antártida, nas Ilhas Orcadas do Sul. Assim que se chega ao navio temos de ter uma palestra de introdução ao navio e as suas regras de segurança. Tudo é levado muito a sério pois estaremos numa das regiões mais inóspitas do mundo, e tudo é feito para reduzir o risco de acidentes. Por isso, para evitar ficarmos mal dispostos, já tomámos comprimidos contra o enjoo ...


To go to the Antarctic, we have to go a long trip!!!! We left “home” at 8am to the British Antarctic Survey HQ and went to Madrid from Heathrow Airport at 5pm, then to Santiago of Chile and finally to Punta Arenas, that stays at the south of Chile. We arrived at the Hotel at around 7pm of the following day. It took us 40 hours in total!!! When we landed in Punta Arenas, we saw pacific protesters close to the Airport that were protesting about costs of living and inequality in Chile. However, in the middle of town, we had the opportunity to witness stronger evidence of the protesters, which agreed by the guidance of not going out at night. Punta Arenas is a city of 150 000 habitants, situated in the Magellan Strait and it is one of the main cities used by tourists to go to the Antarctic. Fernão de Magalhães (Hernando/Fernando de Magallanes – in Spanish or Fernand Magellan – In English) was in Punta Arenas in 1520 on his quest (so that the Strait has its name) in reaching the Ocean to the West, which he called “Pacific”. This is because it happened in a quiet day.  



The connection of Fernão de Magalhães with Punta Arenas, and Chile in general, is very strong. So much so that there is a statue of Fernão de Magalhães in the main square of Punta Arenas. Moreover, the region is called Región de Magallanes and there is an University called Universidad de Magallanes. This year (2019), we are celebrating the 500 years of the circumnavigation of the World by the expedition of Fernão de Magalhães, acknowledging the amazing and visionary explorer, particularly in Portugal, Spain and Chile. I had the privilege to accept an invitation to give a presentation at the Universidad de Magallanes while in Punta Arenas, about our recent scientific results on Antarctic research, recognizing its importance to the rest of the world, and celebrating Magalhães for everything he had done.  We spent 2 days in Punta Arenas in meetings about our science plans for the coming weeks, to start preparing the laboratories and the equipment necessary. Now, onboard of the RRS James Clark Ross, we are on our way to Signy Island (South Orkneys) in the cold waters of the Antarctic. As soon as we got onboard, we had a group of introductory lectures to the ship and its rules of security, health and safety. Everything is taken very seriously as we are in one of the most isolated regions in the world, and actions are made under a minimum risk of accidents. Therefore, to avoid being seasick, I already taken my seasick pill!!!!!









segunda-feira, 11 de novembro de 2019

CEPH-BAS 2019 - Partida - Departuring






Estar a escrever nas nuvens é real!! Estamos já a bordo de um avião que nós levará até Inglaterra para uma expedição cientifica à Antártida. A saída de Coimbra foi bem cedo, por volta das 6 da manhã. Houve a sorte de a família Matias se disponibilizar a levar-nos ao aeroporto do Porto para que fosse mais fácil lidar com tanta bagagem: 2 malas de porão, 3 mochilas. Pareciamos um rancho!! Na verdade, poderíamos ir bastante mais pesados, pois o equipamento que iremos vestir já foi em Agosto, já a bordo do Royal Research Ship James Clark Ross. É a primeira expedição de Ricardo Matias e a minha 10 expedição. 

O entusiasmo está no ar. Em conversa com uma amiga que encontrou no aeroporto, o Ricardo confidenciava que era-lhe difícil descrever o que iria viver nestas próximas semanas pois tudo será sempre diferente dos livros, das revistas, de tudo o que a net diz e dos documentários que já viu desde criança. Agora é a sua vez de sentir ao vivo o quanto é especular fazer ciência Antártica. O objetivo principal do projeto é compreender se as lulas, que crescem rapidamente (possuem 1-2 anos de vida), em diferentes águas do Oceano Antártico e nas regiões adjacentes, possuem as “armas” genéticas para lidar com um ambiente a aquecer. Cientificamente falando, queremos descobrir quais os genes que as lulas possuem para sobreviver no Oceano Antártico e que proteínas poderão produzir caso as águas aqueçam. Também iremos estudar a poluição nos peixes, em particular microplásticos em peixes lanterna, algo ainda não estudado. Como estes peixes vivem em áreas pouco poluídas, será que iremos os encontrar, tal como aconteceu nos pinguins? (ler Bessa et al. (2019) Scientific Reports 9: 14191). 




Já a escrever de Cambridge... foi possível já testemunhar esta cidade universitária, em que se respira conhecimento. Possui uma energia própria e isso notou-se nestes dias. Tivemos de “visitar” a estátua de Charles Darwin em Christ´s College, pois ela reflecte de quando o Charles Darwin era jovem em eu os jovens estudantes se podem relacionar. 




Várias reuniões na British Antarctic Survey, incluindo com os estudantes José Abreu e José Queirós, fez com que estes dias passassem a voar. Já estamos prontos. Partida para breve!!!







Writing in the clouds is real and possible!!! We are onboard of the plane that will take us to England for a research expedition to the Antarctic. Leaving our lovely city of Coimbra (Portugal) was quite early, around 6 am. We had the beginners luck on having the family Matias willing to take us to the airport. It is the first expedition of Ricardo Matias and my 10th. The help was very welcome: we had 2 big suitcases and 3 backpacks!!! But we could have gone must heavier as our equipment (to be used while in the Antarctic) went already in August, onboard of the RRS James Clark Ross. The enthusiasm is in the air. In a conversation with a friend found at the airport, Ricardo mentioned that it was hard to describe what he will live in the coming weeks as most likely, everything will be very different from what he had read in books, magazines, www and wildlife TV documentaries that he seen since a kid. Now it is his turn to witness live what is to do Antarctic science. 

The main objective of this project is to understand if squid have the genetics to cope with climate change, by collecting and analyzing various species of squid from Antarctic and adjacent waters. Will Antarctic squid have the genes to deal with warming of the planet? We shall also study pollution, by examining if microplastics are in one of the most abundant pelagic fish in the Antarctic, the lanternfish (family myctophidae). As these fish live in less polluted waters of the Antarctic, will we find them, as we did in penguins (do a google academics search for “Bessa et al. (2019) Scientific Reports 9: 14191”). Now, already writing from the beautiful city of Cambridge, it was possible to witness the everyday student life and breathe “knowledge”, similarly to Coimbra. This city has its own positive vibrations that we noted all these days. We had to visit the Charles Darwin statue at Christs College, as it reflects the age of Charles before departuring to his expeditions that lead to writing the book “The Origin of Species” in 1859. We had various meetings at the British Antarctic Survey, including with the students José Abreu and José Queirós, that made our days flying much faster. We are ready. Departure towards South soon!!!!




-->

sexta-feira, 20 de setembro de 2019

domingo, 26 de março de 2017

Contas, gelados e mergulhos| Summary, icecreams and a big splash

-->







Estar a ouvir sempre qualquer coisa quando se está a trabalhar faz parte da vida de um cientista, pelo menos da minha. Confessa, na tua também, certo? É acordar, ligar o PC (uso Mac) e pôr qualquer som, pode ser para ouvir as notícias do que se passa em Portugal (Antena 1 ) ou simplesmente música (Antena 3, BBC 1,...). Dá companhia e, surpresa das surpresas, ajuda-me a concentrar na tarefa (mesmo com o escritório cheio de estudantes e colegas). Também ouço muito os campeonatos de surf em direto (Frederico Morais no World Tour e Vasco, Teresa, Miguel, Zé e os restantes surfistas portugueses e europeus no Qualifying Tour)...surpreendentemente, torna o dia muito mais produtivo. Na Nova Zelândia foi assim. Regularmente vinham colegas ao lab. só para saber os últimos resultados do surf (os Nova Zelandeses também têm surfistas nestes campeonatos).   
















Desde que fiz a mala, a 4 de Dezembro 2016, para a expedição à Península Antártica (com o José Seco) e vir à Nova Zelândia (passando 3 semanas em Portugal com um colega Russo, em Janeiro/inicio de Fevereiro) até agora, foi sempre muito intensivo mas bom. Desde a chegada à Nova Zelândia, a 10 de Fevereiro, deu para analisar todas as amostras do José Queirós, que incluiu desde lulas fantásticas, otólitos (ossinhos que estão junto ao cérebro, usados para manterem o seu equilibrio) de peixe e até crustáceos que nunca tinha identificado. 
 












E sim, descobrir que o José Q. tinha trazido o polvo gigante do Antártico, com o interesse dos media da Nova Zelândia, foi fantástico!!! O que também me alegrou nestas semanas foi identificar que espécies de lulas e polvos continham as amostras da dieta dos albatrozes das Ilhas Adams e Antípodes, dos anos 2002 e 2016. Estava particularmente desejoso de descobrir se haveria diferenças entre anos (ou se comiam mais o menos as mesmas espécies todos os anos) e de que modo pode estar relacionado com a grande queda de sobrevivência que estes albatrozes têm estado a sofrer nos últimos anos. 



Estou a fazer a estatística agora (estavam a ver como a matemática é importante para um cientista!?). As análises ascenderam aos 14 000 bicos! Fazendo as contas, um filhote de um albatroz da ilha Antípodes poderá chegar a comer 2 lulas por dia durante 8 meses. Se as lulas possivelmente só são 50% da dieta em peso (o restante é maioritariamente peixe), estavam a imaginar como os filhotes destes albatrozes estão a ser bem tratados pelos seus pais J Também trabalhei com os meus colegas Nova Zelandeses numas amostras da dieta de pinguins Rockhopper (que se reproduzem na Ilha de Campbell), em que mostrou que estes pequenos pinguins (2-3 kg de peso) se alimentam bem junto ao fundo, comendo polvos pequenos Octopus campbelli e lulas (maiores) também junto ao junto. 





O que achei interessante foi não encontrar bicos de outra espécie de polvo (maior do que O. Campbelli) mas que é abundante também nessa região. Outro fato interessante foi estes pequenos pinguins comerem também uma espécie de lulas M. hyadesi) que vive no meio da coluna de água...resumindo: Nos dias em que apetece cefalópodes (o grupo que compreende lulas e polvos), os nossos pinguins rockhopper exploram o redor da ilha junto ao fundo para apanhar polvos pequenos e 1 lula que vive também junto ao fundo e vai mais à coluna de água comer outra espécie de lulas (poderia simplesmente explorar sempre o fundo, não?). Fica um beijinho ou um abraço de Sidney já a caminho da neve em Coimbra (que já tiveram o prazer de me informar) !!! Vou pôr uma músicinha para ajudar, pois ainda faltam 40 horas de viagem...



Hearing something while working is surely something that is part of the life of a scientist, at least for mine. You too, right? Wake up, turn on the computer and put something on is the norm...it could be the news or a music channel. It helps me concentrate on the tasks of the day (even with the office crowed with colleauges and students). I also hear a loto f the surfing competitions (World Surfing League)...surprensingly ti turns my day even more productive. 


While in the lab in New Zealand, regularly colleagues would pop in just to know the results of the last “heat”. Since I made my suitcase, on the 4 December 2016 (to the Antarctic Expedition with José Seco) and coming to New Zealand (with 3 quick weeks in Portugal with a Russian colleague), has been always intensive but good. Since arriving in Wellington, it was possible to analyse all the samples of José Queirós that included amazing Antarctic squid , fish otoliths (fish little bonés located clsoe to their brain, used for orientation) and even crustaceans that I have never seen. And yes, to discover that José Q. brought a giant Antarctic Octopod was also interesting! What also made me happy during these weeks was to assess what the Antipodes and Adams Albatrosses feed and if there were diferences between years...and if these differnces can be associated with their decline. I am still doing the statistics (a note for young students: maths, like most disciplines, is really important in the life of a scientist!). This work lead to the analyses of more than 14 000 cephalopod beaks!!! Doing the maths, a wandering albatross chick from Antipodes islands may eat 2 squid per day for 8 months. If squid is likely to be only 50% of the diet by Mass (the other half is likely to be mostly fish), we can certainly conclude that these chicks have been well fed. I also worked on the diet of Rockhopper penguins from Cambell Island, that showed that these small penguins (up to 2-3 kg) feed mostly close to the bottom (on small octopods Octopus campbelli and 1 squid) but also in the water column on a pelagic squid called Martialia hyadesi. A kiss or a big hug from Sydney (Australia) on my way to snow in Coimbra (from what I heard)!!! I am putting some music now to help me coping with such news....only 40 hours of travelling to go....



domingo, 19 de março de 2017

A descer a montanha| Going down the mountain










Quanto temos um grande desafio dizemos que “temos uma montanha pela frente!”. No meu caso, eu tinha um caso bicudo. Tinha 40 amostras (20 de cada albatroz, Diomedea gibsoni e Diomedea antipodensis) acabadas de chegar aqui ao instituto em Wellington, Nova Zelândia. Nessa altura ainda não sabia que esta seria “a minha montanha”. 



Com pouco tempo disponível no laboratório, deu para compreender que tinha um autêntico Everest à minha frente, pois estava a demorar muito tempo a analisar apenas 3-4 amostras por dia (a chegar ao lab. às 8.30 e sair às 6 da tarde, seguindo às regras de segurança do instituto em relação ao uso dos laboratórios), com cada amostras com 400 a 500 bicos de cefalópodes para analisar. Isso significa limpar cada bico, separar entre os bicos de cima e os bicos de baixo (cada lula ou polvo, possui um de cada), identificar e medir todos os bicos de baixo, além de preservar amostras para estudos futuros.  Com o tempo a reduzir-se significativamente antes de regressar à Europa, a solução foi pedir ao instituto para poder trabalhar no fim de semana. 


Assim, nestas 2 últimas semanas não existiu a possibilidade de reduzir de ritmo de trabalho...foi sempre “subir a montanha”. Felizmente durante esse fim de semanas acabei as primeiras 20 amostras do albatroz Diomedea antipodensis, no entanto não saberia como seriam as restantes 20 amostras da outra espécie.  Seriam tão complicadas com as primeiras? Para minha alegria, estas 20 últimas amostras aparentemente continham um número muito mais reduzido de bicos...nessa altura senti que estava “no topo da montanha a ver o horizonte!” Nos 2 dias seguintes consegui terminar estas amostras, comparativamente com mais de 1 semana para as primeiras...estava literalmente no fim da “descida da montanha”!!! 



  Esta semana tive também de concluir de identificar uns crustáceos com os colegas de cá da dieta do bacalhau da Antártida do projeto de mestrado do José Queirós e passar 2 dias a concluir muito do trabalho pendente (vocês sabem: muitos emails, artigos para rever,...).  Será sempre assim, perguntam vocês, a trabalhar com pouco tempo para mais nada? Não. Existe tempo para “aproveitar o passeio pela montanha”. Como sou otimista, este desafio também me ajuda sempre a refletir das coisas boas que temos junto de nós. Desde que cheguei, emprestaram-me uma bicicleta que tem feito a minha delicia todos os dias para chegar ao instituto (e Wellington é uma cidade linda para passear). 




Deu para rever e conhecer amigos de cá, incluindo Portugueses do melhor que temos, para ir ao cinema, para explorar a cidade, para deliciar-me com os gelados,  churrascos com colegas, ir ver as ondas em Lyall Bay (ainda vi um surfista mas as ondas estavam um pouco pequenas), tudo isto a tentar cuidar das saudades da família e amigos por facebook, skype...concluindo: no meio do meu percurso “a subir a montanha”, é sempre importante manter a alegria de fazer ciência, e principalmente perceber o que nos estarmos felizes. Agora olho para trás e vejo a montanha lá longe, com um sorriso...


When we have a big challenge we think “we have a mountain in front of us!”. In my case, I had a very complicated one. 40 samples (20 from each albatross, Diomedea gibsoni and Diomedea antipodensis) recently arrived at the institute in Wellington, New Zealand to be analysed by me. At that time I did not know that this would be “my mountain” to clime. With little time available in the lab., it became obvious that I have the “Everest” in front of me, as I was taking considerable more time that expected to analyse 3-4 samples per day (arriving in the lab. at 8.30am and leaving at 6pm, following NIWA laboratory regulations), with each containing up to 400-500 beaks. For each sample, it is necessary to clean each beak, separate upper from lower beaks (each squid or octopus has a 1 of each), identify and measure all lower beaks and preserve all beaks for future studies. With time getting shorter and shorter before returning back to Europe, the solution was to request the institute to work during the weekend.




Therefore, in the last 2 weeks, there was no time to reduce the pace of work, working during the weekend....I was literally “climing the mountain”. Happily, during that weekend I finished the first 20 samples, however I did not know how much time would the final 20 samples from D. gibsoni would take. Would they be the same nightmare as before (i.e. another mountain?)? You should have seen my face of happiness when I realized that these final samples contained far less beaks ...at that time I felt I was “at the top of the mountain looking at the lanscape and to the horizon!” . In the following two days all samples were analised, far less than 7 days for the first 20 samples....I was literally going “fast down the mountain”. This week I also had to conclude some identifications of crustaceans with colleagues from NIWA from the diet of Antarctic toothfish of the project of José Queirós and spent 2 days concluding at the work on stand-by during this intensive part of this trip (catch up with all emails, review papers,...). Is it always like this working hard, with little time for anything else? No, there should be always time to “enjoy the ride while climing the mountain”. As I am an optimist, this challenge also helped me to reflect on the good things that we have around us. Since I arrived, a colleague at NIWA borrowed me a bike that has made my day, everyday, to go the institute (and Welington is a beautiful city to cycle). I managed to see old friends, make new ones, including some lovely Portuguese friends, go to the cinema, explore the city and surroundings, enjoy the icecreams, BBQ, check out regularly the waves in Lyall Bay (still managed to see a surfer but the waves have been small), all of this while trying to keep  “saudades” from all the family and friends happy via facebook, Skype ;)  In a nutshell: in the middle of my “climing of the mountain”, it is important to keep that excitment and motivation that makes you wake up everyday ready for another fun day at the lab, and most important, understand what me you happy. Now I look back and see the mountain far away in a distance, getting smaller and smaller...with a smile...