quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Um dia com MUITAS baleias | One day with LOADS of whales











Sono profundo. O navio baloiça suavemente para um lado...e para o outro. De repente, bem longe ouço algo estranho. “É o telefone?” questiono eu ainda sonolento. Acordo e compreendo que alguém me está a ligar. Será algo urgente? Passa-se alguma coisa importante? São 2 da tarde, o que significa que deverá ser algo MUITO importante pois o meu turno terminou às 6 da manhã e estive a trabalhar até às 9.30 da amanhã. Ou seja, estou ainda no primeiro sono . Era o Jon Watkins, o responsável da expedição científica. “José, tens de vir já à ponte do navio! São baleias, MUITAS baleias. Tens de vir cá ver isto!!!!” A excitação era grande na sua voz. Para alguém que já fez mais de 25 expedições científicas à Antártida, isto deverá ser extraordinário...e era!!! 


 
















Estamos no meio do Oceano Antártico, longe de tudo e de todos, apenas perto das Ilhas Orcadas do Sul, cuja população deverá não passar de algumas mãos cheias de cientistas e suas equipas. Ali, bem no “fim do mundo” estávamos literalmente rodeados de baleias. MUITAS baleias. Eram maioritariamente Baleias comuns (Fin Whales) e Baleias de Bossa (Humpback Whales). Eram muitas em redor do navio. Vários colegas já tinham passado muito tempo na proa do navio a tirar fotografias do que se estava a passar. Porquê ter de repente tantas baleias aqui? Seria curiosidade delas em relação ao navio? Olhámos para o sonar (equipamento que deteta o que se encontra debaixo de água, usando o som) e percebemos o porquê. Estávamos mesmo por cima de um cardume GIGANTE do camarão do Antártico Euphausia superba, com vários km de comprimento e de largura. As baleias estavam ali por causa do seu alimento! 

 













Foi incrível estar muito perto das baleias, que com certeza nunca viram um navio na sua vida. A nossa curiosidade e a delas devia ser semelhante. Nessa manhã, além das baleias, havia também muitos lobos marinhos e pinguins de barbicha em redor do nosso navio (além de aves voadoras que nos acompanham sempre: petreis do cabo, albatrozes de sobrancelha preta,...). Ali tivemos mais uma vez aquela sensação de que como estivéssemos num jardim zoológico , mas desta vez eram as baleias a olhar para nós...fantástico!



 











Após este encontro, com a descrição detalhada registada cientificamente pelos nossos colegas Noruegueses, ficou nevoeiro, o cardume acabou e deixámos de as ver. E este episódio desvaneceu-se tão rapidamente como surgiu. Momento depois, continuámos com a investigação e usámos uma rede mais pequena (RMT8) para apanhar algum camarão deste cardume, de modo a percebermos melhor quais as suas características (se continha camarão do Antártico ou também havia outras espécies, os seus tamanhos, as suas quantidades).  Conclusão: as baleias sabem exatamente o que fazer, e num Oceano gigante, preferem ficar bem juntas do seu alimento. Se, no futuro, precisamos de encontrar o camarão do Antártico, é só procurar baleias.  Estamos já entusiasmados com o nosso próximo passo: vamos recolher amostrar em zonas menos profundas e é bem possível que vamos encontrar espécies novas. Continua atento(a)! (Muito obrigado ao Richard Turnner, Mike Gloistein e John Horne por algumas das fotos!)

 













Deep sleep. The RRS James Clark Ross moves smoothly to one side...and then to the other. Suddenly, far away I hear something strange. “Is this the telephone?”, I wondered still half asleep. I wake up and understand that actually that is someone trying to call me. Would it be urgent?  Something important? I tis 2pm, whcih means that something REALLY IMPORTANT is going on as my work shift ended at 6am but had others things to do up to 9.30am. Therefore, everyone knew I was in my deep sleep. It was Jon Watkins, the Principal Scientific officer of the Expedition. “José, you must come to the bridge! There are whales, MANY whales. It is worth seeing this!”, said Jon excited. For someone that has made more than 25 Antarctic expeditions, it must be extraordinary...and it was! We were in the middle of the Southern Ocean, far away from everywhere, only close to the South Orkneys (~60 S 47 W), whose population does not reach a few hands of people (only scientists and their teams). Right here, literally in the “end of the World”, we were surrounded by so many whales. There were mainly Humpack and fin whales. There were numerous, some very close to the ship. Various colleagues of ours spent considerable time at the bow fo the ship taking photos. Why suddenly so many whales here? Were they curious about us? We looked at the Sonar (equipment that detects what is in the water, using sound) and understood why. We were right on the top of a massive Antarctic krill shoal that had km of length and width. Whales were there for their food! It was incredable being so close to these amazing animals. Their curiosity were the same as ours. In this morning, other than whales, there were also Antarctic fur seals and chinstrap penguins (alnog with flying seabirds that has been with us all through the expedition: cape petrels, black-browed albatrosses, ...). Then, I had the feeling once again of being in a zoo, in which the animals were the one´s looking at us...fantastic! After this event, that got a full scientific description by our Norwegian colleagues, it got foggy, the Antarctic krill shoal stop showing in the sonar and we stopped seeing them.  This episode disappeared almost as quickly as it started. A few moments later, we continued with our research work, and used a smaller net (RMT8) to assess the shaol we have seen in oder to understand its caracteristics (if only contained Antarctif krill or other species, its sizes, its quantities). Conclusion: Whales know exactly what to do in the middle of the Ocean, staying close to their food. How do they do that, i tis still poorly understood. By the way, if we want to find Antarctic krill, just keep an eye for whales. Next stop: collecting samples on the shallower waters where we may find other species we have not found before. Stay tuned! (Thank you to Richard Turnner, Mike Gloistein and John Horne for some of the photos)



segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Curiosidades | Curiosities about the cruise JR15004











O cruzeiro está recheado de curiosidades. Neste texto tentamos criar uma lista com algumas dessas curiosidades:
- É o primeiro cruzeiro do José Seco
- É o último cruzeiro de Jon Watkins (responsável científico do cruzeiro)
- Jon Watkins vai-se reformar após fazer este cruzeiro, depois de mais de 25 cruzeiros científicos à Antártida, desde o início dos anos 80
- O capitão Ralph Stevens é Britânico e fala muito bem português (vive no Brasil há muitos anos)
- São 18 cientistas e 29 tripulantes nesta expedição a bordo do James Clark Ross, de 9 nacionalidades a bordo (Portugal, Reino Unido, Estados Unidos da America, Lituânia, Canadá, Africa do Sul, Chile, Alemanha, Noruega)
- O navio James Clark Ross tem quase 100 metros de comprimento, quase 3000 toneladas de peso, e possui equipamentos que permitem mantem o navio estável, quase sem mexer (mesmo com grandes ondulações) para permitir a recolha de amostras.
- Estamos a -3 horas GMT do que em Portugal (ou seja, 11 da noite em Portugal/Reino Unido, são ainda 8 da noite aqui no navio)
- Para se comunicar para casa tem de ser por email (sem grandes anexos (como fotografias “pesadas” com elevados MB, pois a internet é por satélite) ou por telefone. Skype não é permitido para fins pessoais, pois exige banda larga (só para as nossas skype calls para as escolas). Facebook, blogs e afins têm de ser acedidos por 4 computadores comuns que estão disponíveis no navio.
– Não é possivel acompanhar ao vivo o relato dos jogos da Académica, Sporting, Benfica ou Porto (e já agora de todos os clubes), só vimos os resultados após o jogos rapidamente.  Isto porque a internet é destinada apenas para o uso cientifico e lenta demais para ver/ouvir os jogos. Assim a tensão é maior...
 - A bordo, existem pelo menos três palavras para dizer sobremesa em inglês: Pudding, Dessert ou Sweet!!!! A primeira sobremesa comida foi o Bolo da Madeira

 













- Trazemos bandeiras de 8 escolas/Municipios este ano (Escola Marquês de Marialva (Cantanhede), Municipio da Mealhada, Creche e Jardim de Infância Gira Sol (Febres), Agrupamento de Escolas de Arga e Lima (Viana do Castelo), Agrupamento de Escolas de Cister de Alcobaça e Clube das Conchas (Centro escolar de Alcobaça),  , Agrupamento de Escolas da Benedita, Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto)
- O nascer do sol ocorre por volta das 7 da manhã (4 da manhã para nós aqui na Antártida a esta Latitude) e põe-se por volta da meia-noite (mais a sul, o sol fica sempre no céu entre Outubro e Março, 24 horas por dia por esses aproxidamente 6 meses)
- A temperatura da água do mar e do ar é de 0 graus Celcius
- A cidade mais próxima está a 1300 km de distância (Stanley – Ilhas Falkland/Malvinas)
 - Os turnos de trabalho no navio são oficialmente de 12 horas (o nosso é das 6 da tarde às 6 da manhã, pois são nessas horas onde o uso das nossas redes são usadas para recolher as amostras que precisamos)
- Tudo o que se transporta para a Antártida, (quase tudo) regressa connosco de modo a minimizar o impato no ambiente, respeitando as regras do Tratado da Antártida. Por exemplo, a comida é trazida para cá (pois aqui não há supermercados), o lixo é colocado em contentores e regressa no navio (Obrigado pela questão, Manuela Castro, Escola Básica e Secundária de Arga e Lima – Viana do Castelo).
 












Hoje o vento está a 140 km/h (70 milhas/h)!!!!!!! Isso significa que o vento é tão forte que pode arrastar uma pessoa facilmente, arrancar telhados, derrubar arvóres e até capotar carros. Não podemos ir para a parte de fora do navio por questões de segurança. Estamos a atravessar uma tempestade Antártica que está a assolar toda esta região da Antártida. Felizmente estamos protegidos pela Ilha Coronation (que faz parte das Ilhas Orcadas do Sul). Uma curiosidade que nos foi dada pelo nosso colega John Horne: apenas 3% da energia do vento é transferida para a água (ou seja, o que vemos de ventos e de ondas não estão relacionados: as ondas foram formadas muito antes de aqui chegarem, e não apenas pelo vento que estamos a sentir).  Se não estivéssemos protegidos, estávamos a apanhar também com ondas de mais de 8-10 metros de altura...Estamos seguros. Quanto tempo iremos ficar aqui? Fiquem em contato...

This research cruise is full of curiosities. Here´s some of our notes:
- This is the first research cruise of José Seco
- This is the last research cruise of Jon Watkins (Principal Scientific Officer of the Research cruise)
- Jon Watkins will be retiring after this cruise, after more than 25 research cruises to the Antarctic since the early 1980´s.
- The captain Ralph Stevens is British but speaks excellent Portuguese
- Onboard , there is at least 3 english words related to eating the food after a meal: Pudding, Dessert ou Sweet!!!! The first one eaten with a Portuguese flaviour was Madeira cake
-  There are 18 research scientists and 29 crew in this expedition onboard of the James Clark Ross, from 9 different countries (Portugal, United Kingdom, Unite States of America, Lithuania, Canada, South Africa, Chile, Germany and Norway)
-  The Royal Research Ship James Clark Ross is a world famous research ship with almost 100 meters and almost 3000 tons deadweight with ecellent equipment that keeps the ship stable, almost without moving in rough seas (stabilizers), to allow the collection of samples (such as those of CTD – Conductivity, Temperature and Depth equipment).
- We are -3 hours GMT than in the UK/Portugal (in better words, 11pm in the UK is still 8pm in the ship)
-  To contact home, it has to be via email (avoiding “heavy attachments”, as the internet is via satellite and very costly) or by phone. Skype calls is not permitted for personal purposes as it requires large band connection. Only our skype calls to schools, under an educational and outreach programs, are permitted. Facebook, blogs and related websites can be accessed via 4 available computers with internet. - It is not possible to follow LIVE the games from our favourite teams (Académica, Sporting, Benfica, Porto (or any other team in Portugal). Therefore, we just manage to see the results on the internet quickly. Our British friends are more lucky, as they/we can hear via Radio the Premiere League football games…
- A total of 8 flags from schools/councils around Portugal this year (Escola Marquês de Marialva (Cantanhede), Município da Mealhada, Creche e Jardim de Infância Gira Sol (Febres), Agrupamento de Escolas de Arga e Lima (Viana do Castelo), Clube das Conchas (Centro escolar de Alcobaça),  , Agrupamento de Escolas da Benedita, Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto)
- The sun rises around 7am GMT (4am for us in the Antarctic at this Latitude) and sunstet is about midnight (9pm in the Antarctic). More South, the sun stays up all the time from October until March, 24 hours all day everyday...
- The temperature of the water anda ir is about 0 degrees Celcius
- The nearest city is Stanley (Falkland/Malvinas Islands) about 1300 km distance.
 - The working shifts are officially of 12 hours (ours is from 6pm until 6am, as are in those hours that most fishing will take place, essential for our samples collection)
-  Everything that is transported to the Antarctic (almost everything) comes back with us (when possibly, recycling, re-use and reduce) in order to minimize our impact in the Antarctic environment, following the Antarctic Treaty regulations. For example, the food is brought with us (as here there are no supermarkets), the trash is put in containers and returned by to the UK (thank you Manuela Castro (Escola Básica e Secundária de Arga e Lima – Viana do Castelo) for the question. 
Today, the winds are 140 km/h (80 miles/h)!!!!!!!  This means that the wind is so strong that can easily bring down  person, bring down trees or put cars upside down. We can not go outside without an autorization. We are going through a huge Antarctic storm that is passing by our study region. Happily, we are protected by Coronation Islands (one of the islands that form the South Orkneys). Uma curiosity given to us by our colleague John Horne: only 3% of the winds is transfered to the water (which means that the waves are not produced by the wind you witness now, but by storms formed somewhere far away that build the swell up (and not by the wind we have now). If we were not protected by this Island we would be in the middle of a storm with 8 to 10 meter waves...we are safe for now. But how long will be in this storm? Stay tuned...


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O fascínio da Biodiversidade Antártica | The fascination of Antarctic Biodiversity



 












A cadeia alimentar marinha no Oceano Antártico é conhecida por ser geralmente considerada pequena. Isto porque em 3 níveis tróficos (microalgas - Camarão do Antártico – Baleias) a energia da produção primária (microalgas) poderá ser rapidamente transferida para o topo da cadeia alimentar (Baleias). No entanto, esta noção tem sido questionada, pois poderá ser mais complexa.  Nos anos quando o camarão do Antártico não é abundante, o  papel de peixe mictofideos parece aumentar, fazendo com que as microalgas sejam consumidas por zooplâncton (que não camarão do Antártico, como por exemplo copépodes), e estes por peixes e lulas, que serão presas para os predadores de topo (incluindo Baleias, focas e pinguins). 


 











Nos nossos estudos temos vindo a identificar que estas mudanças na cadeia alimentar marinha pode estar associada às alterações climáticas, com anos “bons” (com condições favoráveis) com muito camarão do Antártico, e anos “maus” (com condições desfavoráveis, como águas mais quentes) com pouco camarão do Antártico. Para compreender melhor estes mecanismos, é preciso conhecer a biologia e a ecologia dos animais que vivem no Oceano Antártico. Nestes dias apanhámos, com as redes MAMOTH e RMT8, larvas de camarão do Antártico, mas também lulas e peixes.  Estamos agora numa fase mais intensiva do cruzeiro científico com um programa intensivo de amostragem, com a rede maior (RMT25).  Excitante, não!?








The Antarctic marine food web is generally known to be small. With only 3 trophic levels (microalgae – Antarctic krill – whales), the energy of primary production (microalgae) could be easily transfered up to the top of the food web quickly. However, this view has been questioned recently, as there is evidence that such 3 trophic levels could hide a more complex food web interactions. In some years, when the Antarctic krill is not abundant, the role of myctophid fish seems to increase, with phytoplankton being consumed by zooplankton (excluding Antarctic krill), such as copepods, and these be consumed by squid and fish. 




These would be eaten by top predators (including whales, penguins and seals). In our studies, we already identified that these changes in the marine food web could be attributed to climate change, with “good years” (with favourable conditions) with abundant Antarctic krill, and “bad years” (with unfourable conditions, e.g. more warm waters that usual) with little Antarctic krill. To learn more about the ecology of Antarctic marine organisms, it is essential to catch them. In  the days, using the MAMOTH and RMT8 nets, we have found Antarctic krill larvae, fish, squid, between many others. We are in a very intensive phase of the research cruise, in which we will be using the biggest net onboard (RMT25)...we are getting excited!






domingo, 31 de janeiro de 2016

Estar em forma| Be in shape












Para vir à Antártida é preciso estar em forma! Isto é realmente muito importante pois neste ambiente agreste todas as atividades exigem mais do nosso corpo. Temos de trabalhar ciclos de horas muito intensivos, de carregar equipamentos, de subir e descer escadas, correr literalmente de um lado para o outro. Assim, aqui no navio James Clark Ross, um dos oficiais organiza os “circuitos” de exercício,  ou seja, grupo de exercícios que se tem de repetir em estações. Por exemplo, temos uma estação onde se faz levantamento de pesos, outra de flexões, outra de abdominais...e fazemos um ciclo de 3 minutos em cada estação. Depois fazemos tudo de novo para 2 minutos e 1 minuto, sempre a aumentar a intensidade! No fim, estamos cansados mas com um sorriso na cara.

Depois do treino tomamos um duche e voltamos para o trabalho! Nestes últimos 2 dias temos estado a fazer uma sondagem da abundância do camarão do Antártico num canhão (similar ao canhão marinho da Nazaré), onde a profundidade aumenta muito rapidamente (na perspectiva de quem olha de terra), o que torna estes locais em habitats perfeitos para muitos organismos marinhos.  Estes dados têm sido recolhidos por sondas com várias frequências (como as frequências das estações dos nossos rádios) para detetar cardumes dos vários organismos. Está região tem sido também visitada pelos predadores que estamos a estudar (otárias do Antártico, pinguins de barbicha e pinguins Gentoo). Hoje colocámos uma MOORING (aparelho estático que ficam na coluna de água, ancorados ao fundo do mar, virado para a superfície para registar todos os organismos que por lá passam, assim ficamos a saber a sua abundância) que deverá ficar a operar por vários meses/anos. Todos estes aparelhos foram verificados e calibrados. 



A calibração das sondas foram feitas este ano na Baia de Scotia (Ilha de Laurie, que pertence às Ilhas Orcadas). Nesta Baia fica a Base Argentina Orcadas , onde tivemos o privilégio de visitar. Aliás, esta Base é a primeira Base científica na Antártida, que recolhe dados metereológicos continuamente desde 1904 (aquando da expedição Escocesa nestas ilhas).  Próximos passos: usar redes científicas de pesca RMT25 (Arrasto pelágico rectangular de 25 m2) para apanhar peixes, lulas e crustáceos. É a maior rede a bordo!!!! O que será que vamos encontrar?
 

 





















To come to the Antarctic, i tis truly important to be in shape! Yes, it does matter. We have to work long hours, carry heavy equipment, go up and down the stairs endless times, literally runnig everywhere while we are on our shift. Therefore, being healthy does help to maximize your ability to work and enjoy more. Here, at the James Clark Ross, one of the officers organizes “circuits” 3 times a week. “Circuits” is a group of exercises that you have to repeat in stations. For example, in one station  you have to do squats, another burpess and starman exercises... we stay initially 3 minutes in each station, moving from one to aonther, until completing all stations. Then do everything again, for 2 minutes, and then for 1 minute. At the end, we are pretty tired but with a big smile in our faces.  In the last two days, we have been carrying out abundance surveys in a certain marine canyon, a region in which depth increases rapidly (from the perspective from whom is viewing it from land)and it known to aggregate a lot of marine organisms, both including Antarctic krill but also top predators that we have been tracking. Today we deployed a MOORING (an static equipment that is attached to the bottom, to detect organisms in the water column) that will be operating for motnths/years. All these equipments were tested and calibrated previously to make sure we collect good information. The calibration of these devices were carried out this year at Scotia Bay (Laurie Island, South Orkneys), in front of the Orcadas Research Base of Argentina. We happily went for a quick visit to see the oldest part of the Base, that is the first in the Antarctic. It has been recording metereological data since 1904, initially collected during the frist Scottish Antarctic Expedition. Next steps: Deploy RMT25 nets (the biggest we have onboard) to catch fish, squid and crustaceans. What shall we find? Getting excited!!!