As Ilhas
Falkland/Malvinas ficam na plataforma da Patagonia (Patagonian shelf), sendo
banhadas pelas águas frias vindas de Sul. Aqui habitam cerca de 2 000 pessoas e
o que salta logo à vista é que a maioria possui um Jeep. Nunca vimos tantos Jeeps
por metro quadrado. Na verdade, não é surpreendente, pois as Ilhas possuem
maioritariamente regiões despovoadas, de
campo. Aqui vive-se muito através da agricultura e pecuária (existe muitas
ovelhas, como é expresso na bandeira), pescas (existe uma pesca dirigida a
lulas (Illex argentinus a mais
conhecida) e peixe) e claro, o turismo. Algo impressionante é compreender como
o tempo muda rapidamente. Sem exagerar, numa questão de minutos tivemos sol,
granizo/neve, nuvens escuras cinzentas gigantes, tudo acompanhado por muito
vento! Apesar de oficialmente estarmos no Verão, na prática, é equivalente aos
piores dias de um típico Inverno Português. Enquanto estivemos aqui, foi-nos
dito informalmente que no dia 13 de Janeiro 2016 poderá ter sido o dia mais
frio do Verão nestas Ilhas de sempre (-3 ° C).
Ficámos bem acolhidos numa residência chamada Paddock, em Stanley (a capital), onde estavam também alguns
turistas. Enquanto esperávamos que o
nosso navio James Clark Ross chegue para embarcarmos, ficamos aqui. O pequeno almoço é-nos servidos
aqui na residência mas os almoços vamos ao Shorty´s, um restaurante onde parece
todos os locais estão lá! Aliás, num destes dias encontrámos lá Paulo Catry, o
nosso colega cientista Português que trabalha com albatrozes aqui nas Ilhas já
há muitos anos. O seu trabalho correu muito bem e está prestes a regressar a
Portugal. E o acesso à internet, perguntam vocês? Bem, por 100 minutos custa 10
libras (13 euros!)! Ou seja, até irmos para o navio, o acesso é MUITO limitado
e dispendioso. E entre resolver questões
práticas da expedição, e conhecer melhor Stantey, é necessário manter a forma.
Temos andado bastante pela vila, fomos jogar squash e até pensámos em ir correr
várias vezes. No entanto, com os ventos fortes, esquecemos facilmente essa
ideia. Esperamos que nos próximos dias nos
iremos mudar para o navio James Clark Ross, e assim a nossa expedição começará!
The Falkland/Malvinas islands are on the
Patagonian shelf, being surrounded by cold waters coming from the South. Here,
little more than 2000 people live
happily and one aspect that comes to mind immediately is that literally
everyone has a Jeep. It is not a total surprise as the Islands are mostly
country side. Indeed, we never seen such Jeeps per square mile. Here, the
population live mainly on agriculture (one of the symbols in Falklands flag is
a sheep), fisheries (particularly directed to squid (Illex argentinus is
particularly world famously known) and fish), and of course, tourism. Sometihng
pretty impressive is to realize how the weather changes so quickly. In a
question os minutes (and we are not exagerating), we can get sun, Light clouds,
darks clouds, heavy rain, hail stones and snow, everything with strong winds. When
out, using clothes for all of this is imperative. Although we are officially in
the pick of Summer, we had some of the worst Summer days in the Falkland
Islands/Malvinas. On the 13 January 2016, we were informally informed that it
might have been the coldest ever (-3 °
C). We stayed nicely at the residence
Paddock and even managed to see our colleague Paulo Catry, on his way out of
his fieldwork on albatrosses. And access to the internet? Well, it costs 10
British Pounds for 100 minutes (approx. 13 euros for little more than 1 hour
and a half), which is incredably expensive. While getting ready to go onboard
of the James Clark Ross, we had to chance to learn more about Stanley. James
Clark Ross, here we go!
Jose Xavier & Jose Seco
Jose Xavier & Jose Seco
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