terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Workshop APECS Portugal 2011

Bom ano de 2011!

Em 2011, pretende-se continuar a contribuir para a formação para jovens cientistas portugueses. Terá lugar na Universidade de Coimbra, uma workshop da Associação de Jovens Cientistas Polares (APECS) de Portugal no dia 11 de Abril 2011. Os seus objectivos são claros: saber quem são os jovens cientistas polares portugueses, saber o que fazem, perceber os seus objectivos futuros e identificar qual a estratégia a seguir da APECS Portugal. Pretende-se também saber oportunidades de emprego, bolsas e teses para estes jovens, quer em Portugal quer no estrangeiro. Vai ser um dia em grande!

Have a great 2011! In 2011, we wish to estimulate the education of polar early career scientists from Portugal. An APECS Portugal workshop will take place at the University of Coimbra on 11 April 2011. Its goals are fairly straight forward: who does polar science, what ealry career scientists are doing, understand their goals for the future as well as their strategy to achieve it. Also job, scholarships and thesis opportunities will be discussed. It will be a great day for Portugal Polar Science!


domingo, 19 de setembro de 2010

Desde Março muito tem acontecido| Since March, a lot has been happenning

A escrever a partir de Cambridge (Reino Unido)
Writing from Cambridge (UK)


















José Xavier na conferência de Oslo/José Xavier in IPY Oslo Conference




O tempo voa quando nos estamos a divertir. No meu caso, tem sido um combinar de muito trabalho. Após a reunião de jovens cientistas polares em Março, houve uma reunião de cientistas em Abril, em Lisboa, onde o Ministro Mariano Gago esteve presente e mostrou a sua satisfação do trabalho realizado por toda a comunidade cientifica polar portuguesa nestes últimos 3 anos. Deixou uma questão "Digam-me o que desejam para o futuro?" e de momento estamos a conversar o que poderá ser viável. Em Junho, houve a conferência do Ano Polar Internacional, em Oslo (Noruega), onde dei 10 (dez!) apresentações orais, participei numa workshop e até deu tempo para ser entrevistado pela BBC sobre o livro que escrevi (http://www.antarctica.ac.uk/about_bas/publications/books.php) sobre a identificação de lulas no Oceano Antárctico.





















Xavier & Cherel (2009). Cephalopod beak guide for the Southern Ocean. British Antarctic Survey. 129pp




Depois houve outra conferência em Torino (European Science Open Forum) onde organizei uma sessão, a conferência da Sceintifc Committee for Antarctic Research (1 apresentação e representar Portugal em vários comités), uma conferência no Canadá (World Seabird Conference), e muito trabalho de laboratório em Cambridge.




















Jovens cientistas na Conferência da SCAR em Buenos Aires 2010/ Early career scientists at SCAR conference in Buenos Aires 2010

E estamos em Setembro...percebem o porquê de sentir que o tempo voa...mas a ciência polar não pará também. Muito bom trabalho tem saído ultimamente, e após muito trabalho no campo no ano passado, agora a maior parte do trabalho é continuar sempre com um sorriso:) Mais novidades em breve!

PS. Obrigado pela mensagem Helena!!!!

Time flies when we are having fun! From March, after the workshop organized at Coimbra University, we had a meeting on polar research, in which the Portuguese Minister for Sceince and Higher Education was present, and acknowledged the great work that Polar researchers have been carrying out during the International Polar Year (IPY). In June, I attended the IPY Science Conference in Oslo, presenting 10 orals presentations (plus others as posters or co-author of other oral presentations). In July, I organized a session at the European Science Open Forum (ESOF) and in August, attended the Scientific Committee for Antarctic Research (SCAR) Conference in Buenos Aires, where I represented Portugal in various committees. In September, I went to Victoria for the World Seabird Conference, presenting my book on cephalopod beaks for the Southern Ocean, extremely useful for feeding ecology studies for seabirds of the Southern Ocean. No wonder time flies....

terça-feira, 23 de março de 2010

Semana Polar Internacional

Olá a todos!


Os meses voam! À pouco tempo estive novamente a partilhar as sensações de fazer ciência poar na Antárctica. Isto porque estive dentro da organização da SEMANA POLAR INTERNACIONAL que teve lugar entre 15-19 Março 2010. O objectivo foi reunir países de todo o mundo sobre o tema "como as regiões polares nos podem afectar a todos". Portugal esteve em grande:

1- Enquanto estava em Cambridge estive numa reunião por telefone com membros do comité internacional polar e com professores da Universidade da Zâmbia, em Africa. Foi brilhante partilhar como todos nós, independemente de onde estivermos (em Portugal, Reino Unido ou Zâmbia), todos nós tinhamos uma sensação da presente importãncia das regiões polares. Na Zâmbia, os que os preocupa com as alterações climáticas são os efetios crescents da malária, da diminuição de milho, o aumento das epocas da chuva e os bufalos serem uma das espécies que mais são afectados.

2- Organizei uma workshop workshop para jovens cientistas portugueses com o objectivo de estabelecer prioridades para o futuro. Após o Ano Polar Internacional, as oportunidades para os jovens cientistas aumentaram grandemente....correu muito bem!




















3- Encontro para promover a leitura com a escola EB 2,3 Prof. Dr. Ferreira da Silva de Vila de Cucujães. Com a iniciativa de promover a leitura enquanto se aprende sobre as regiões polares. José Xavier e Gonçalo Vieira contribuiram para "Uma Aventura no Alto Mar" de Isabel Alçada e Ana Magalhães e onde possibiltou levar os famosos 5 até à Antárctica. A reunião, por skype levou a numeros e interessantes questões sobre as regiões polares, sobre as alterações climáticas, sobre o livro e com o é ser cientista polar. Uma bela tarde!!!!



















Mais novidades para breve!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O que fazem os pinguins no Natal| What penguins do in Christmas?

A escrever a partir de Coimbra
Writing from Coimbra (Portugal)















(Pinguins rei na Geórgia do Sul| King penguins at South Georgia)


O que fazem os pinguins no Natal? Essa foi a grande questão por resolver nesta semana no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, entre 22 e 31 de Dezembro, onde respondi às perguntas dos mais jovens sobre a fauna, o impacto do aquecimento global e também explicar os detalhes das últimas expedições.

O Pólo Sul é um continente maior do que a Europa, está coberto de gelo e só agora os cientistas, graças às novas tecnologias, estão a conseguir desvendar os seus segredos mais profundos. A Antárctida está a despertar cada vez mais o interesse da comunidade científica mundial, sobretudo por ser uma das principais vítimas do aquecimento global. A Antárctida é uma região única no planeta. A grande maioria da vida depende do mar e a diversidade de espécies é elevada, muito mais do que se julgava nas últimas décadas. Além de pinguins, o continente gelado dá abrigo a várias espécies de focas, elefantes marinhos, otárias e albatrozes, mas também ao maior animal que sobrevive apenas em terra é do tamanho de um alfinete: o piolho Cryptopygus antarcticus.









(Pinguins Gentoo em Bird Island| Gentoo penguins at Bird Island)


No Museu da Ciência, as crianças descobriram tudo sobre estes animais e também ver um vídeo sobre uma das minhas expedições. Nestes encontros as crianças tiveram a oportunidade de ver e tocar penas de pinguins, experimentar o equipamento usado nas expedições e ver os pequenos aparelhos utilizados para saber onde é que os pinguins e os albatrozes vão procurar alimentos.










(Pinguins Macaroni em Bird Island| Macaroni penguins at Bird Island)

Das seis expedições que fiz, três foram a bordo de um navio oceanográfico e outras três (incluindo a última, da qual regressou em finais de Novembro) centraram-se numa ilha da Antárctida, um trabalho que já se traduziu em várias publicações em jornais internacionais da especialidade. Os meus estudos têm como principal objectivo estudar a forma como os pinguins e os albatrozes estão a adaptar-se ao aquecimento global.

As crianças foram uma autêntica fonte de conhecimento e fiquei agradavelmente impressionado com aquilo que já sabem. Quando estou a falar com os mais pequenos, tento me divertir tanto como eles e adorei partilhar todas aquelas horas...

Então, o que fazem os pinguins no Natal? Estão super atarefados em se reproduzir...

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Regresso | Returning to the real world

A escrever a partir de Cambridge (Reino Unido)
Writing from Cambridge (UK)

















(Bird Island é a segunda ilha a partir da direita| Bird Island is the second island from the right)



Estou de regresso à civilização. Voltar a estar com muitas pessoas volta a ser estranhamente normal. Mas já houve coisas que me aconteceram que me disseram que ainda estou no periodo de adaptação a tudo. Vários exemplos...



Toda a gente é mais linda! Após um longo Inverno, onde 4 caras eram sempre as mesmas, quando passei pelas Falkland começei a ver outras pessoas com outros olhos. É engraçado que todos me pareciam mais bem parecidos do que o normal. Interessante!


















(Será que novos parametros de beleza vieram da Antárctica?| Could it be that beauty as we see it may origin from the Antarctic? Why not?;))


Lembrar do que precisas quando sais de casa. Quando passamos a vida em comunidade, fazemos coisas automaticamente. Ao sair de casa é automático: pegar no telemóvel, carteira, chaves e relógio e vamos embora. Mas quando passas tanto tempo na Antárctica, onde não precisei nada disso, relembrar o que precisas demora um pouco. Engraçado que o meu telemóvel "faleceu" na Antárctica...nem um pequeno sinal de vida;)

















(O sol é sempre bem vindo| The sun is always welcome)


Saber usar o cartão de crédito no supermercado. Já em Cambridge, foi às compras a um supermercado. Demorei muito mais tempo do que o costume, ver onde colocaram os produtos, analisar os melhores preços...demorou tempo pois na Antárctica temos o nosso próprio supermercado onde já sabemos onde está tudo e é grátis. O engraçado foi ao pagar, quando nem me lembrava do codigo nem como se processava o pagamento. Foi engraçado ver a senhora da caixa registadora a olhar para mim com um pequeno sorriso a explicar-lhe que "o cartão põe-se assim e agora é só colocar o codigo."


















(Rodeado de pinguins| Surrounded by macaroni penguins)


Estar no meio de uma multidão. Passei vários meses onde eramos 4 cientistas. Estar no Market Square, em Cambridge num Sabádo de manhã, onde várias centenas ou milhares de pessoas andam de um lado para o outro, super ocupados com as compras semanais, foi uma autêntica festa. Cambridge é excelente pois reune pessoas de todo o mundo, e mais uma vez essa sensação de diversidade humana, todos juntos, felizes com o seu dia a dia, foi bom. O mundo continua mesmo que estejas longe...

É sempre Inverno! Fazer ciência na Antárctica durante o Inverno Austral tem destas coisas. Como lá é Inverno entre Junho e Outubro (e todos em Portugal estão de toalha às costas para ir para a praia), na prática apnho 3 Invernos de seguida: Inverno de 2008-09 no hemisferio norte (Outubro a Março), Inverno na Antárctica 2008-09 no hemisfério sul (Março a Outubro) e agora volto a apanhar o Inverno no hemisfério norte...fácil perceber as saudades do sol....


























( Quem, eu? | Who, me?)


Próximo passo: reuniões! Agora estou com reuniões todos os dias mas tudo bem. Voltar a entrar no ritmo não custa, pois a alegria de rever os amigos e colegas todos sobrepõe-se a tudo. Agora estou na hora de definir novas estratégias de como podemos ajudar todos a perceber a importãncia das regiões polares. De certeza que aventuras não faltarão...mas as marcas da Antárctica ficaram marcadas em mim para sempre...



I am back in the real world, with people and stuff. Being surrounded by more than 4 people is strangely normal. In numerous occasions, I was reminded that I was still in an adaptation period: 1- Everyone looks more beautiful. As I saw other people, all of them looked nicer, more interesting to meet in the Falklands, 2- Remember what you need. When leaving home it was hard to remind myself that I need a mobile, wallet, watch and keys, 3- Know how to use a credit card. While in the supermarket, it was funny to see the smile of the lady of the payment desk while showing me how to use my credit card and where to put it for the payment (the system changed while I was away), 3- Being in a crowd. Cambridge is great on Saturday mornings when hundreds/thousands of people decide to go shopping in the city centre. Being surrounded by them , made me feel that world carries on, with or without you...it was nice!, 4- It is always winter. This is my 3th Winter in a row!!! I done the Winter 2008-09 in the north hemisphere (October-March), Winter 2008-09 (March-October) in the South hemisphere and now Winter again in the north hemishpere. No wonder I love the sun!!! The next step in to get a new strategy to show everyone of the importance of the polar regions....Surely new adventures will come but the Antarctic expereinces will be part of me forever...