Já estamos no navio búlgaro Sv. Sv. Kiril and Methdiy / StsSt. Cyril and Methodius!!!! Depois de mais de um mês na base cientifica búlgara St. Kliment Ohridski (16 Nov.- 26 Dez. 2025) a estudar pinguins, peixes e focas (e a realizar uma experiência com microplásticos), tudo já parece um “sonho”. Muito parecido quando regressamos de férias, após o cansaço da viagem: a cabeça ainda está na praia (e a recordar todas as aventuras passadas no Verão) mas já estás em casa. Os sentimentos aqui são similares: por um lado estamos com saudades dos amigos e dos colegas da base, e de todas as aventuras passadas (ai como as idas a Hannah Point e Mateev Cove, para estudar pinguins, foram tão boas), mas já estamos “bem longe” no navio. Foi estranho regressar à base ontem, só para ir buscar as amostras recolhidas dos congeladores, já cheia de pessoas diferentes, ritmos diferentes, atividades diferentes. A vida da base mudou e já não volta atrás. Ficam as memórias e as experiências vividas.
Algo que a Antártida nos ensina é a compreensão da palavra altruísmo. Estando num ambiente extremo, isolado, condições desafiantes e rodeados por um grupo relativamente pequeno de pessoas, ajudar os outros para o bem comum torna-se algo natural. Durante a nossa estadia, ajudámos outras equipas a recolher as suas amostras como elas nos ajudaram a nós. Por exemplo, ajudámos na recolha de amostras de lapas para a o projeto da Simona Georgieva, a fazer vídeos e tirar fotografias de focas leopardo para o projeto da a Emily Sperou e Ariel Leahy, e a analisar peixes para a Borislava Margaritova e Simona Georgieva no laboratório. Por outro lado, tivemos a grande ajuda da Emily Sperou e Ariel Leahy a ajudar-nos com os pinguins, a Simona Georgieva e a Borislava Margaritova (e o Doctor Tsvetan Vasilev, Anastas Abadjiev e a Elka Vasileva) ajudaram-nos a apanhar peixes com as redes e canas de pesca, e a ajuda da Elka Vasileva na experiência dos microplásticos sempre usando o nosso zodiac (oferecido ao programa Búlgaro, dado aquando do Ano Polar Internacional 2007-08).
Para tudo isto, uma grande equipa da Base Búlgara ajudou-nos todos os dias não só nos seus deveres (ler blog n 5 o meu corpo é um templo) mas também nas coisas mais simples, mundanas e diárias, que tornaram a nossa vida alegre, contente e o grupo mais unido: as caminhadas pelas praias à procura de focas leopardo e de camarão do Antártico com o Vladimir Gigov e a equipa Americana, o “campeonato” de ténis de mesa com Samuil Chelbiev, Doctor Tsvetan Vasilev, Anastas Abadjiev e Alaksandar Naydenov, o “recorde do mundo de elevações” com Vladimir Gigov, partilhar as series “Forever”/”Counterpart”/ “House of Dragons” com Alaksandar Naydenov, Lyuben Lyubenov , Doctor Tsvetan Vasilev e Vladimir Gigov, as sessões de ginásio/ginástica/yoga pela “professora” Emily Sperou ou fazer ski com Vladimir Gigov e Anastas Abadjiev.
Ajudar na gestão da base foi algo também muito bom, como fazer pequenos almoços (todos os dias, cada membro da base tratava do pequeno almoço para todos: fizemos pão, crepes com Krasimir Krastev, rolos de canela (“cinnamon rolls”), bolachas de natal,...), possemos a mesa, limpámos a cozinha, lavamos os pratos, e até no abrir a base. E sim, limpámos o nosso quarto, a nossa casa, a nossa roupa e equipamento regularmente (logicamente).
E com tudo isto aprendemos a fazer mais amigos e colegas, tornamo-nos melhores pessoas e cidadãos.
No navio Búlgaro, com as nossas amostras a bordo, já conhecemos novos colegas cientistas do Ecuador, Emirates Árabes Unidos, Montenegro e da Roménia (além daqueles da Bulgária e dos Estados Unidos da América que já conhecíamos), que nos relembra que a ciência Antártica é internacional, multidisciplinar, cooperante....e altruísta!
Bom Ano Novo!!!
José Xavier & José Seco
.....
(english version below)
We are already in the Bulgarian ship Sv. Sv. Kiril and Methdiy / St. Cyril and Methodius!!!! After a month in the scientific Bulgarian station St. Kliment Ohridski (16 Nov.- 26 Dec. 2025) to study penguins, fish and seals (and to conduct a microplastic experiment), everything already seems like a “dream”. It is like when returning from holidays, after the tiring trip: your head is still on the beach (remembering all the adventures spent in the Summer) but you are already back home. This is similar to how we feel like now: on one hand we miss our colleagues and friends from the Bulgarian Base, and all the adventures spent together (e.g. our trips to Hannah Point and Mateev Cove to study penguins), but we are “already far away” on the ship. It was strange returning to the Bulgarian Base yesterday, full of different people, different rhythm, different activities. Life on Base has changed and it will not return ever again. A positive sign: we have good memories and lived experiences that will stay with us for a long time.
Antarctica teach us the meaning of the word Altruism over and over again, each time we have the privilege to come to such a special place. Being in an “extreme” environment, relatively isolated, challenging conditions and with a small group of people, helping others for a common good becomes natural. During our stay, we helped other teams to collect their samples, and they helped ours. For example, we collected Antarctic limpets for Simona Georgieva, did videos and took photos of leopard seals for the project of Emily Sperou and Ariel Leahy, and helped in analysing fish for Borislava Margaritova and Simona Georgieva in the laboratory. On the other hand, we have had a great help from Emily Sperou and Ariel Leahy in our project of penguins, Simona Georgieva and Borislava Margaritova (and Doctor Tsvetan Vasilev, Anastas Abadjiev and Elka Vasileva) in catching, and analysing fish, using nets and rods, and the help of Elka Vasileva in deploying and collecting the microplastic experiment (using the most valuable Portuguese zodiac given to the Bulgarian program in the International Polar Year 2007-08).
For all of this to be achieved, a great team in the Bulgarian Base helped us everyday, not only in their duties (see blog 5 – My body is a temple) but also in the simple things that made our daily lives more happier and the group more united: the walks along the beaches searching for leopard seals and Antarctic krill with Vladimir Gigov and the American team, the “ping pong championship” with Samuil Chelbiev, Doctor Tsvetan Vasilev, Anastas Abadjiev and Alaksandar Naydenov, the “world record of pull ups” with Vladimir Gigov, watching tv series (“Forever”/”Counterpart”/ “House of Dragons”) with Alaksandar Naydenov, Lyuben Lyubenov, Doctor Tsvetan Vasilev and Vladimir Gigov, gym/yoga/gymnastics with “professor” Emily Sperou or the ski sessions with Vladimir Gigov and Anastas Abadjiev.
Helping in the management of the Base was also very good, such as doing the breakfast (i.e. everyday each morning, a member of base was responsible for taking care of breakfast for everyone). We have prepared coffee, tea, made bread, crepes with Krasimir Krastev, cinnamon rolls and Christmas sugar cookies with the American team,…), put the table on, clean the kitchen and dinning area, wash the dishes and helping in opening the Base. And yes, we do clean our rooms, sort out our house, wash our clothes and equipment regularly (logically).
And with all of this we learn to make more and better friends and colleagues, become better people and citizens.
In the Bulgarian ship, with our samples already onboard, we already met fellow scientists in different science fields from Ecuador, UAE, Montenegro and Romania (along with Bulgaria and United States that we already knew), which reminds us that Antarctic science is international, multidisciplinary, cooperative…and altruistic!!!
Happy New Year!!!
José Xavier & José Seco
Sem comentários:
Enviar um comentário